- A Polícia Federal pediu o reinício do acordo de colaboração premiada do empresário Maurício Camisotti, suspeito de operar esquema de fraudes do INSS, com participação da Procuradoria-Geral da República.
- A solicitação foi enviada ao ministro do STF André Mendonça, relator do caso, que deverá homologar a delação se concordar com os argumentos da PF e da PGR.
- A Procuradoria-Geral da República já havia defendido, no início do ano, que a colaboração deveria ser acompanhada pelo Ministério Público Federal.
- Se as tratativas forem reiniciadas, a homologação e os efeitos da delação devem atrasar, pois serão necessários novos depoimentos de Camisotti.
- O Valor tentou contato com a defesa de Camisotti, que não se manifestou.
O acordo de colaboração premiada do empresário Maurício Camisotti, apontado como um dos principais operadores do esquema de fraudes do INSS, deve ser reiniciado com a participação da PGR. A PF solicitou a abertura do recomeço ao ministro do STF André Mendonça, relator do caso.
A Procuradoria-Geral da República já havia pedido, no início do ano, para atuar nas negociações e concordou com a retomada. O relator é quem decidirá homologar o acordo e validá-lo juridicamente.
Segundo o Valor, há expectativa de que Mendonça não discorde dos argumentos apresentados pela PF e pela PGR. A decisão depende apenas de uma manifestação formal do ministro.
O pedido foi encaminhado ao STF depois que a PF enviou ao relator o material obtido a partir das declarações de Camisotti. A PGR já se manifestou favoravelmente à reiniciação do processo.
Se as tratativas forem reiniciadas, a homologação e os efeitos da delação, como possível devolução de valores desviados, podem sofrer novo atraso enquanto novos depoimentos são colhidos. Canais oficiais devem acompanhar os próximos passos.
A defesa de Camisotti não comentou até o momento. O processo continua sob sigilo e permanece sob avaliação do STF para a decisão final. A reportagem does not quote any additional party.
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