- O ministro Flávio Dino criticou falhas de fiscalização e regulação do sistema financeiro e pediu maior coordenação entre órgãos reguladores e entidades do mercado.
- Ele fez alusão ao caso Banco Master ao defender vigilância mais intensa sobre irregularidades no setor.
- Dino mencionou que a cobrança de taxas pela Comissão de Valores Mobiliários deve ser discutida em audiência promovida pela ação direta de inconstitucionalidade do partido Novo.
- Em tom hipotético, citou CDBs com remuneração muito acima da média, lastreados em precatórios, como exemplo de possível prática irregular.
- O ministro afirmou ter visto muitos “elefantes pintados de azul” passando pela Esplanada dos Ministérios e questionou como irregularidades de grande dimensão passaram despercebidas.
O ministro Flávio Dino, do STF, utilizou audiência pública em Brasília nesta segunda-feira para apontar falhas de fiscalização e regulação no sistema financeiro. Ele pediu reforço dos controles e maior coordenação entre reguladores e entidades do mercado, citando indícios de irregularidades no setor.
Dino destacou a necessidade de unificar esforços entre órgãos reguladores e quem representa o mercado para depurar práticas ilícitas. Segundo ele, as falhas atingem o conjunto do cenário financeiro, com responsabilidades distribuídas entre Poderes e o próprio mercado.
Contexto e desdobramentos
A fala ocorreu em meio a uma ação direta de inconstitucionalidade movida pelo Novo, que busca suspender trechos da lei que alterou a forma de cálculo da taxa de fiscalização da CVM. O ministro enfatizou a importância de vigilância constante sobre operações atípicas.
Como exemplo hipotético, o ministro mencionou a emissão de CDBs por bancos lastreados em precatórios, indicando que remunerações elevadas chamam a atenção de poupadores comuns. A referência foi associada a casos de fiscalização que não foram percebidos de forma imediata.
Dino ainda comentou o que chamou de grande número de situações anômalas que aparecem em Brasília, questionando como tais irregularidades passaram desapercebidas. Ele descreveu a situação como um desafio para a vigilância pública e para o funcionamento das instituições.
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