- O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse que a União não deve socorrer o BRB, a não ser em caso de risco sistêmico no sistema financeiro.
- Ele afirmou que o BRB é responsabilidade do Governo do Distrito Federal e que a União não deverá intervir sem necessidade.
- Durigan citou que operações do BRB com o Banco Master contribuíram para o rombo, destacando que esse é um problema do GDF.
- A governadora Celina Leão (PP) busca garantias da União para empréstimo do BRB de 6,6 bilhões junto ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC), com possibilidade de o DF oferecer garantias por meio de recursos do Fundo Constitucional do DF.
- Em relação ao caso Master, Durigan afirmou que é grave e que a responsabilidade recai sobre quem acompanhou as autorizações de 2019 a 2024, sem amenizar a situação.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que a União não deve socorrer o BRB e nem garantir empréstimos sem que o GDF tenha capacidade junto ao Tesouro. Em entrevista ao Roda Viva, ele disse que o BRB é problema do Distrito Federal e que a União só atuaria em risco sistêmico.
Durigan destacou que o BRB teve operações com o Banco Master, liquidado pelo BC em 2025, o que, segundo ele, é responsabilidade do GDF. O ministro reiterou que a União não pode cobrir um rombo mal explicado e que o foco é evitar risco sistêmico.
A governadora Celina Leão busca garantias federais para um empréstimo de R$ 6,6 bilhões do BRB junto ao FGC, para cobrir perdas das operações com o Master. Durigan sugeriu que o DF pode usar garantias com recursos do Fundo Constitucional do DF.
Situação financeira do BRB
Segundo Durigan, a única hipótese de socorro federal ocorreria em caso de risco sistêmico, o que, para ele, não está configurado. Até o momento, o BRB não informou o tamanho do rombo resultante das operações com o Master.
O ministro ressaltou que o GDF tem caminhos para garantir apoio ao BRB sem intervenção federal, incluindo a utilização de garantias junto ao FGC com recursos do próprio DF. Analistas divergentes apontam outras saídas para cobertura de perdas.
Caso Master e responsabilidades
Durigan afirmou que o caso do Banco Master foi grave e que o setor financeiro do Brasil precisou ratear mais de R$ 50 bilhões no FGC. Atribuiu a responsabilidade às etapas de autorização e aprovação do processo entre 2019 e 2024.
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