- O Tribunal Regional Eleitoral de Roraima definiu 21 de julho como data da eleição suplementar para governador e vice-governador.
- A decisão acompanha a cassação do mandato do governador em exercício Edilson Damião pela Justiça Eleitoral, mantendo inelegibilidade até 2030 para a chapa; Antonio Denarium também ficou inelegível.
- Denarium renunciou ao cargo para tentar o Senado; Damião assumiu o governo, mas a cassação da chapa foi mantida.
- A acusação envolve abuso de poder político e econômico em 2022, com uso de programas sociais para angariar votos, repasses de quase R$ 70 milhões a municípios fora do período permitido e aumento de despesas com publicidade institucional.
- Os eleitores de Roraima vão às urnas em 21 de julho para escolher governador e vice, com o mandato vigente até 31 de dezembro de 2026; em outubro de 2026 haverá nova eleição para definir a chapa que comandará o estado pelos próximos quatro anos.
O Tribunal Regional Eleitoral de Roraima definiu que a eleição suplementar para governador e vice-governador será realizada em 21 de julho. A decisão ocorreu após o Tribunal Superior Eleitoral cassar o mandato do governador em exercício, Edilson Damião (União), na terça-feira (30).
A cassação mantém a inelegibilidade de oito anos para Damião e para o ex-governador Antonio Denarium (Republicanos). Denarium havia renunciado ao cargo no fim do mês anterior para disputar o Senado, o que levou Damião a assumir o governo. O TSE, contudo, reconheceu a cassação e a inelegibilidade da antiga chapa.
O processo envolve acusações de abuso de poder político e econômico na eleição de 2022, com uso de programas sociais como o Cesta da Família e Morar Melhor para angariar votos. Também houve repasses de quase 70 milhões de reais a municípios fora do período permitido, além de incremento de publicidade institucional.
Situação atual e desdobramentos
Com a decisão, os eleitores de Roraima deverão ir às urnas no dia 21 de julho para eleger o governador e o vice que ficarão no poder até 31 de dezembro de 2026. A eleição suplementar definirá a composição até o fim do mandato, já que a expectativa é realizar, em outubro deste ano, nova votação para definir a chapa que comandará o estado pelos próximos quatro anos.
Calendário e próximos passos
O pleito de julho visa preencher o vazio deixado pela cassação e pela renúncia de Denarium. O controle do estado ficará com quem vencer a eleição suplementar até o fim de 2026, quando novas disputas eleitorais ocorrerão de forma regular. A Justiça Eleitoral segue acompanhando a tramitação e aplicando as normas previstas.
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