- A disputa ao Senado em São Paulo continua indefinida para o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, enquanto a esquerda avança com Simone Tebet, Marina Silva e Márcio França, ex-ministros que deixaram o governo para concorrer.
- A ideia da direita era lançar o filho de Jair Bolsonaro ao Senado e formar uma segunda vaga pela votação de Eduardo, mas a saída dele para os Estados Unidos criou um vácuo eleitoral que afeta as alianças.
- Em pesquisa Genial/Quaest, Tebet aparece com vantagem em cenários estimulados (14%), seguida por França (12%) e Marina Silva (12%), com Derrite em até 8% em cenários de equilíbrio.
- A constância de Tebet e Marina Silva na esquerda é vista como possível chapa com foco feminino; França pode concorrer a vice-governador na chapa com o PT, dependendo das negociações.
- As candidaturas devem ser definidas pela frente de esquerda até o fim de maio, com a possível influência da Rede-PSOL, e Teresa Vendramini recusou ocupar a vice na chapa de Haddad.
O impasse na candidatura de Eduardo Bolsonaro (PL-SP) ao Senado em São Paulo abre espaço para a consolidação de candidaturas de esquerda, com Simone Tebet (PSB-SP), Marina Silva (Rede-SP) e Márcio França (PSB-SP) assumindo o destaque na corrida pelas duas cadeiras paulistas.
A direita planejava lançar o filho de Bolsonaro ao Senado e, em seguida, registrar o segundo nome na carona de Eduardo. A ida de Eduardo para os EUA, sob a alegação de perseguição do STF, criou um vácuo eleitoral que reverbera nas alianças entre os partidos.
Guilherme Derrite (PP-SP), pré-candidato ao Senado pelo Progressistas, disse que aguarda a confirmação de nomes para a chapa. Entre os cotados pelo PL estão André do Prado, Mário Frias e Coronel Mello Araújo, vice-prefeito de São Paulo. Derrite afirmou esperar definição para fortalecer a direita.
Uma pesquisa Genial/Quaest alimenta o debate interno da direita ao apontar vantagem do trio de ex-ministros no cenário de São Paulo. Tebet aparece com 14% das intenções, França com 12% e Marina Silva, em cenários distintos, com 12%. Derrite fica em 8% na projeção.
A distribuição de votos entre França e Marina, caso a chapa tenha Tebet na cabeça, é parte das análises que destacam a possível concentração de apoio na direita conforme as candidaturas são definidas. Salles, do Novo, obteve 6% em cenários semelhantes, defendendo que a direita não se divida com novos nomes.
As informações de sondagens também indicam que André do Prado foi testado pela pesquisa do PL, com variação entre 5% e 7%. A assessoria do deputado não comentou os resultados nem as tratativas para a definição da chapa.
Tebet e Marina Silva aparecem como nomes-chave para a formação de uma chapa feminina na esquerda, que pode incluir duas mulheres. França permanece como alvo de composição para o governo, podendo ir para a vice-governadoria na chapa com o PT. A definição das candidaturas deve ocorrer até o fim de maio.
A movimentação aponta ainda para a estratégia de ampliamento da presença feminina na frenteprogressista de esquerda, na qual a Rede e o PSOL também pesam nos cálculos políticos. A construção da chapa mira o eleitorado paulista e o estágio da coalizão entre as siglas.
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