Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Funcionária federal demitida por filmar DOGE, agora concorre ao Congresso

Ex-funcionária da CFPB demitida por filmar DOGE em invasão à agência concorre à Câmara, defendendo restauração de financiamento e direitos dos trabalhadores públicos

Photograph: Bloomberg/Getty Images
0:00
Carregando...
0:00
  • Alexis Goldstein, ex-funcionária do Consumer Financial Protection Bureau (CFPB), foi demitida neste ano após filmar a presença de membros do DOGE na agência.
  • O DOGE teria atacado o CFPB em fevereiro de 2025; Goldstein gravou as ações dos intrusos, incluindo Jeremy Lewin, e a liderança afirmou que ela violou regras de segurança ao registrar telas de computador.
  • Ela passou um ano em licença administrativa e sofreu demissão em fevereiro, após um período de incerteza com reintegrações e desligamentos sucessivos; o inspector general abriu investigação e, mais tarde, informou não ter encontrado irregularidades.
  • Goldstein afirmou que o DOGE parou o trabalho do CFPB, interrompendo a fiscalização de leis de proteção ao consumidor e criticou impactos sobre cidadãos em momentos de dificuldade econômica.
  • Dias após a demissão, anunciou que disputaria uma vaga na Câmara dos Estados Unidos pelo Distrito 6 de Maryland, no lado democrata, com foco em fortalecer o CFPB, direitos trabalhistas e reformas financeiras.

Alexis Goldstein, ex-funcionária do Consumer Financial Protection Bureau (CFPB), foi demitida neste ano após filmar a atuação de supostos agentes da organização DOGE dentro da agência. O episódio ocorreu em fevereiro, quando DOGE chegou ao CFPB para uma suposta ofensiva interna. Goldstein registrou a passagem dos intrusos e questionou a finalidade de acesso aos sistemas da CFPB, segundo relatos.

A demissão ocorreu após um período de licença administrativa que durou cerca de um ano. Em meio a mudanças na liderança e a uma onda de demissões, o CFPB informou que a conduta de Goldstein violou regras de segurança da informação ao registrar telas de computador durante a operação. O caso foi acompanhado por inspeção interna e por decisões subsequentes da agência.

DOGE, segundo o material, buscava atingir a CFPB desde 2024, com intenções de reestruturação de políticas públicas e controle de dados sensíveis. A organização teria em vista reduzir o quadro de funcionários da CFPB, afetando o funcionamento de regulações sobre crédito ao consumidor. O episódio é visto como parte de um cenário de tensão entre DOGE e o governo federal.

Pouco tempo após a demissão, Goldstein anunciou sua candidatura à Câmara dos Deputados dos Estados Unidos, na região da 6ª circunscrição de Maryland, pela chapa democrata, concorrendo contra a deputada incumbente April McClain Delaney. Em entrevista, ela explicou ter decidido concorrer motivada pela experiência vivida e pelo interesse em defender trabalhadores federais e consumidores.

Goldstein explicou que, durante o incidente, a equipe da CFPB temia o acesso não autorizado a dados de consumidores, incluindo informações sensíveis de processos de inadimplência e de plataformas de pagamento. Ela ressaltou que também investigava parcerias entre grandes plataformas de pagamento e empresas de tecnologia, tema de debates sobre proteção de dados e segredos comerciais.

Do efeito institucional à campanha

Segundo a ex-funcionária, a presença de DOGE na CFPB interrompeu atividades centrais de fiscalização de 18 leis de crédito ao consumo. A organização seria responsável por vistorias a grandes empresas para assegurar conformidade com normas, algo que seria impactado pela tensão com DOGE, segundo relatos. Goldstein afirmou que a instabilidade gerada dificulta ações que protegem consumidores diante de taxas e cobranças abusivas.

A profissional acrescentou que o objetivo de sua candidatura é ingressar na Comissão de Serviços Financeiros da Câmara para discutir pautas como governança de fundos familiares e supervisão de grandes operações financeiras. Ela descreveu a importância de fortalecer o direito de organização no serviço público e de ampliar a fiscalização a mercados de alto risco.

Goldstein também mencionou que feedbacks de eleitores com vínculos públicos sãoMajoritariamente críticos à interrupção de serviços e à instabilidade causada por intervenções de DOGE. A campanha enfatiza a necessidade de financiar de forma estável o CFPB e de ampliar a participação de trabalhadores na formulação de políticas públicas.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais