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Gleisi critica Alcolumbre e cita ‘inimigo dentro de casa’

Gleisi critica Alcolumbre e acusa inimigo dentro de casa, cobrando lealdade do governo enquanto PT mapeia apoios no Senado

Gleisi Hoffmann disse que ainda não conversou com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre a crise política envolvendo as derrotas no Senado e o reposicionamento das alianças
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  • Gleisi Hoffmann criticou o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, após duas derrotas do governo no plenário: a rejeição de Jorge Messias ao STF e o veto derrubado ao PL da Dosimetria.
  • Ela usou a expressão “inimigo dentro de casa” para indicar que o governo não pode confrontar aliados que atuam contra o projeto de país.
  • Gleisi afirmou que ainda não conversou com o presidente Lula sobre o tema e que não fala pela posição do governo; diz que é preciso mapear apoios para 2026.
  • Integrantes do governo discutem medidas de retaliação a Alcolumbre, como demissões de indicados, mas dependem do aval de Lula, que busca manter o foco em pautas econômicas.
  • A PEC do fim da escala 6 X 1 avança na Câmara e deve ir ao plenário em maio, seguindo para o Senado; há também a PEC da Segurança Pública aguardando despacho, além de 27 indicações do governo que precisam passar pelo Senado em 2026.

Gleisi Hoffmann, do PT, criticou o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), após duas derrotas no plenário. O assunto envolve a rejeição da indicação de Jorge Messias para o STF e a derrubada de veto ao PL da Dosimetria, que beneficia Jair Bolsonaro e aliados do 8 de janeiro. As declarações foram dadas à GloboNews na segunda-feira, 4 de maio de 2026.

A parlamentar apontou um quadro político diferente, afirmando que houve uma aliança de governabilidade, com avanços em tramitações, mas destacou que o momento exige cautela. Em sua avaliação, não é aceitável transformar o embate político em uma disputa interna entre aliados, principalmente em um momento de disputa presidencial. O PT tem feito levantamentos internos para mapear apoios e possíveis defecções.

Apoiadores próximos ao governo discutiram ações contra Alcolumbre, incluindo mudanças em indicações ligadas ao senador, embora ainda sem decisão final tomada pelo presidente Lula. A pauta econômica e temas como a PEC da Segurança Pública devem ganhar prioridade na agenda, com o governo esperando andamento em meio a disputas internas.

Mudanças estratégicas e calendário

A PEC da fim da escala 6 X 1 segue em tramitação, avançando na Câmara e prevista para ir ao plenário em maio, antes de seguir para o Senado. O ritmo depende do atual comando da Casa, que tem papel decisivo na condução. Além disso, há 27 indicações do governo que aguardam apreciação no Senado em 2026, incluindo nomes para órgãos como Banco Central, Cade, CVM, Anvisa, Anatel, Aneel e ANS. Essas nomeações, embora não tenham efeito eleitoral direto, impactam a articulação política.

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