Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Impeachment de ministros do STF volta ao radar, liminar impede avanço

Liminar de Gilmar Mendes suspende trechos da lei de impeachment, travando tramitação de pedidos contra ministros do STF até análise do plenário

Pedidos de impeachment contra ministros no STF esbarram em liminar de Gilmar Mendes.
0:00
Carregando...
0:00
  • Em dezembro de 2025, o ministro Gilmar Mendes concedeu liminar suspendendo trechos da lei 1.079/50 relacionados ao afastamento de ministros do Supremo Tribunal Federal, restringindo a tramitação de pedidos de impeachment.
  • A decisão, proferida nas Ações Declaratórias de Constitucionalidade e nos pedidos apresentados pela Associação dos Magistrados Brasileiros e pelo Solidariedade, ainda aguarda referendo pelo plenário do STF.
  • Entre os efeitos da liminar, estão mudanças no quórum para instauração do processo, na legitimidade para apresentar denúncias e no alcance da responsabilização.
  • Mendes entende que parte da lei não foi recepcionada pela Constituição de 1988 e pode afetar a independência do Judiciário, exigindo maioria qualificada de dois terços para o julgamento, entre outras restrições.
  • De 2021 a 2025, foram protocolados 57 pedidos de impeachment contra ministros do STF, com Alexandre de Moraes liderando as petições (27 ao todo).

O impeachment de ministros do STF voltou ao centro do debate público, com o Senado atuando como protagonista nesse instrumento do sistema constitucional. Em meio a tensões entre os Poderes, o tema depende de decisões judiciais com efeito sobre a tramitação de pedidos.

A liminar foi proferida pelo ministro Gilmar Mendes, em dezembro de 2025, suspendendo trechos da lei 1.079/50 relacionados ao afastamento de ministros do STF. A decisão foi analisada nas ADPFs 1.259 e 1.260 e aguarda referendo do plenário do STF.

A liminar atinge pontos-chave do regime de responsabilização de ministros, como quórum para instauração do processo, legitimidade para denúncias e limites da responsabilização, sob a justificativa de preservar a independência do Judiciário.

Elementos da decisão

Gilmar Mendes manteve a exigência de maioria qualificada para abrir o processo, em substituição ao quórum de maioria simples. A medida visa fortalecer garantias institucionais da magistratura, segundo o relator.

A decisão também limita o alcance do impeachment, afastando a ideia de usá-lo como ferramenta de revisão de decisões judiciais, o que evitaria a “criminalização da interpretação jurídica”.

Quem pode apresentar denúncia

Inicialmente, a liminar restringiu a apresentação de denúncias ao procurador-Geral da República. Após manifestação do Senado, esse ponto foi flexibilizado, mantendo-se as demais restrições impostas pela liminar.

Como funciona o impeachment de ministros

O STF pode ser processado no Senado por crimes de responsabilidade, conforme a Constituição. A lei 1.079/50 descreve cinco condutas que configuram crime de responsabilidade, variando entre condutas objetivas e avaliadas no contexto.

O rito prevê denúncia pelo presidente do Senado, formação de uma comissão e julgamento no plenário com ampla defesa. A condenação exige maioria de dois terços dos senadores.

Dados recentes de pedidos

Entre 2021 e 2025, foram protocolados 57 pedidos de impeachment contra ministros do STF, segundo o Senado. Alexandre de Moraes figura com o maior número de convocações, seguido por outros ministros em diferentes anos.

Em julho de 2025, senadores apresentaram pedido de impeachment contra a ministra Carmen Lúcia, citando suposta parcialidade e violação de garantias constitucionais em julgamentos envolvendo plataformas digitais.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais