A maioria dos Senadores brasileiros apoia facilitar o porte e a posse de armas, mas sem liberar completamente. É o que revela uma pesquisa inédita divulgada pelo Ranking dos Políticos. Segundo o levantamento, 64,9% dos deputados federais e 70% dos senadores defendem modelos favoráveis ao acesso às armas com algum tipo de restrição ou controle. […]
A maioria dos Senadores brasileiros apoia facilitar o porte e a posse de armas, mas sem liberar completamente. É o que revela uma pesquisa inédita divulgada pelo Ranking dos Políticos. Segundo o levantamento, 64,9% dos deputados federais e 70% dos senadores defendem modelos favoráveis ao acesso às armas com algum tipo de restrição ou controle.
Na Câmara, 30,6% dos parlamentares se declararam totalmente favoráveis à liberação de posse e porte de armas, enquanto 34,3% afirmaram apoiar a medida “com restrições”. Já 33,3% disseram ser totalmente contrários.
No Senado, o modelo intermediário aparece ainda mais forte: 43,3% defendem flexibilização com restrições e 26,7% apoiam a liberação total. Outros 30% se declararam totalmente contrários.
O estudo reforça a percepção de um Congresso conservador em temas ligados à segurança pública, mas sem defender propostas consideradas mais radicais.
“A gente pode dizer que o Congresso brasileiro de 2026 é conservador em segurança, reformista no desenho institucional e altamente pragmático na economia. O Parlamento não está majoritariamente alinhado às soluções extremas. Há resistência a medidas radicais e maior conforto com modelos intermediários”, afirmou o diretor-geral do Ranking dos Políticos, Juan Carlos Arruda.
Partidos conservadores lideram o apoio à flexibilização
A divisão ideológica aparece de forma clara nos dados da pesquisa. Entre deputados classificados como de direita, 63,6% apoiam totalmente a liberação de armas, enquanto outros 27,4% defendem flexibilização parcial. Apenas 4,5% se dizem totalmente contrários.
Na esquerda, o cenário se inverte: 82,8% dos deputados rejeitam a flexibilização, embora 17,2% aceitem algum modelo parcial.
Entre parlamentares de centro, prevalece a defesa de um caminho intermediário. Mais da metade dos deputados de centro (50,9%) afirma apoiar a liberação com restrições.
No Senado, todos os parlamentares de direita entrevistados apoiaram algum nível de flexibilização: metade defende liberação total e metade prefere um modelo com restrições.
Segurança pública segue no centro do debate político
O tema das armas aparece em um momento em que o Congresso também demonstra apoio a outras medidas de endurecimento na área da segurança pública. A mesma pesquisa aponta que 61,1% dos deputados e 70% dos senadores defendem algum tipo de redução da maioridade penal.
Ao mesmo tempo, o levantamento mostra resistência a medidas mais extremas. A ampla maioria dos parlamentares se declarou contrária à pena de morte: 64,8% na Câmara e 73,3% no Senado rejeitam totalmente a proposta.
A pesquisa ouviu 112 deputados federais de 18 partidos e 30 senadores de 12 legendas, entre os dias 23 e 27 de março de 2026. A margem de erro é de 6,5 pontos percentuais, com 95% de nível de confiança.
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