- O advogado-geral da União, Jorge Messias, retorna de férias sem agenda pública definida e aguarda reunião com o presidente Lula para decidir seu futuro na AGU.
- A conversa entre Messias e Lula deve ocorrer nesta semana e pode definir se ele permanece à frente da AGU.
- Messias havia manifestado ao presidente a intenção de deixar o cargo após ter sido rejeitado para o STF; Lula pediu que não tomasse decisão precipitada e se afastou por alguns dias.
- Há avaliação no Planalto de que Messias possa permanecer no cargo por mais tempo, caso Lula peça, ou ainda ser transferido para o Ministério da Justiça e Segurança Pública como compensação política.
- Messias foi derrotado no Senado por 42 votos a 34, em apoio da oposição articulada pelo presidente da Casa, Davi Alcolumbre.
O advogado-geral da União, Jorge Messias, voltou de férias hoje ainda sem agenda pública definida. Ele aguarda uma reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para decidir seu futuro na AGU.
Após ser recusado para o STF, Messias já manifestou ao presidente a intenção de deixar o cargo. Lula orientou que ele tirasse alguns dias para descansar antes de decidir.
Messias ficou afastado entre 8 e 30 de abril, período em que se preparava para a sabatina no Senado. Relações próximas indicam que pode permanecer na AGU ou aceitar novo papel.
Conforme apurado pela CNN Brasil, parte da equipe presidencial defende a continuidade de Messias para reforçar a confiança política após a derrota. A decisão, no entanto, depende do encontro com Lula.
Possível transferência para o Ministério da Justiça
Uma alternativa interna está na mesa: transferir Messias para o comando do Ministério da Justiça e Segurança Pública. A ideia seria ampliar o reposicionamento político do ministro sem sair do governo.
A leitura entre aliados é de que a mudança reduziria o desgaste público gerado pela rejeição no Senado e manteria Messias em posição estratégica dentro da estrutura federal.
A votação no Senado ocorreu com 42 votos contrários a 34, em articulação entre oposição e o presidente da Casa, Davi Alcolumbre. O resultado definiu o desfecho da tentativa de indicação ao STF.
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