- O Novo acionou a Procuradoria da República no Distrito Federal e a Comissão de Ética Pública contra o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, por suposto conflito de interesses em viagem ao Reino Unido patrocinada pelo Banco Master.
- A viagem ocorreu em abril de 2024; a denúncia pede apuração de improbidade administrativa ou eventual crime.
- A Comissão de Ética investiga conflito de interesses e recebimento de benefícios sem autorização, com aplicação de sanções cabíveis.
- Os documentos citam hospedagem no hotel The Peninsula London com diárias de R$ 6 mil (valores atuais) e degustação no George Club custando cerca de US$ 640,8 mil (aproximadamente R$ 3,2 milhões).
- O Novo utiliza o conceito de brinde e presente da Controladoria-Geral da União para sustentar que benefícios de alto valor são incompatíveis com a função pública.
O partido Novo acionou a Procuradoria da República no Distrito Federal e a Comissão de Ética Pública da Presidência contra o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. A viagem ao Reino Unido, patrocinada pelo Banco Master, ocorreu em abril de 2024.
As representações pedem a investigação de possível improbidade administrativa ou crime. Também exigem apuração pela comissão de ética sobre conflito de interesses e recebimento de benefícios sem autorização. Os documentos foram protocolizados em 17 de abril e apontam hospedagem no hotel The Peninsula London, com diárias de cerca de R$ 6 mil, além de uma degustação de bebidas no George Club, estimada em US$ 640,8 mil (aprox. R$ 3,2 milhões). Evidências da viagem foram divulgadas pelo Poder360.
Implicações e contexto
O Novo cita a definição de brindes e presentes da Controladoria-Geral da União para justificar que benefícios de alto valor não devem ser aceitos por servidores públicos. O texto argumenta que participação em evento privado com custo elevado e despesas com alimentação e entretenimento configuram benefício econômico incompatível com a função pública.
A operação também sustenta que o recebimento de tais vantagens poderia comprometer a confiança na atuação estatal. A reportagem de que as evidências existem foi veiculada pelo jornal Poder360 e confirmada pela própria Secretaria de Segurança. A Gazeta do Povo confirmou o contato com a Polícia Federal, que permanece aberta a manifestação sobre o caso.
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