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Pedido de investigação de diretor da PF por viagem financiada pelo Master

Novo solicita apuração sobre viagem patrocinada pelo Master ao Reino Unido, apontando possível conflito de interesses e recebimento de benefícios não autorizados

Andrei Rodrigues viajou ao Reino Unido, hospedou-se em hotel de luxo e participou de degustação de whisky, tudo patrocinado pelo banco de Daniel Vorcaro. (Foto: Tom Costa/MJSP)
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  • O Novo acionou a Procuradoria da República no Distrito Federal e a Comissão de Ética Pública contra o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, por suposto conflito de interesses em viagem ao Reino Unido patrocinada pelo Banco Master.
  • A viagem ocorreu em abril de 2024; a denúncia pede apuração de improbidade administrativa ou eventual crime.
  • A Comissão de Ética investiga conflito de interesses e recebimento de benefícios sem autorização, com aplicação de sanções cabíveis.
  • Os documentos citam hospedagem no hotel The Peninsula London com diárias de R$ 6 mil (valores atuais) e degustação no George Club custando cerca de US$ 640,8 mil (aproximadamente R$ 3,2 milhões).
  • O Novo utiliza o conceito de brinde e presente da Controladoria-Geral da União para sustentar que benefícios de alto valor são incompatíveis com a função pública.

O partido Novo acionou a Procuradoria da República no Distrito Federal e a Comissão de Ética Pública da Presidência contra o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. A viagem ao Reino Unido, patrocinada pelo Banco Master, ocorreu em abril de 2024.

As representações pedem a investigação de possível improbidade administrativa ou crime. Também exigem apuração pela comissão de ética sobre conflito de interesses e recebimento de benefícios sem autorização. Os documentos foram protocolizados em 17 de abril e apontam hospedagem no hotel The Peninsula London, com diárias de cerca de R$ 6 mil, além de uma degustação de bebidas no George Club, estimada em US$ 640,8 mil (aprox. R$ 3,2 milhões). Evidências da viagem foram divulgadas pelo Poder360.

Implicações e contexto

O Novo cita a definição de brindes e presentes da Controladoria-Geral da União para justificar que benefícios de alto valor não devem ser aceitos por servidores públicos. O texto argumenta que participação em evento privado com custo elevado e despesas com alimentação e entretenimento configuram benefício econômico incompatível com a função pública.

A operação também sustenta que o recebimento de tais vantagens poderia comprometer a confiança na atuação estatal. A reportagem de que as evidências existem foi veiculada pelo jornal Poder360 e confirmada pela própria Secretaria de Segurança. A Gazeta do Povo confirmou o contato com a Polícia Federal, que permanece aberta a manifestação sobre o caso.

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