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PF avança em novas frentes de investigação no caso Master

PF amplia apurações sobre os “filhotes” do Master, com novas frentes envolvendo corrupção, milícia privada e empréstimos consignados, para mapear prejuízos e ativos

1 de 1 Daniel Vorcaro declarou à Receita Federal possuir R$ 49,7 milhões em obras de arte
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  • PF investiga inquéritos paralelos desde o início da Compliance Zero, buscando entender a rede criada pelo dono do Master, Daniel Vorcaro, e a liquidação de instituições ligadas ao grupo.
  • Novas frentes apuram a contratação de influenciadores para defender o Master e atacar o Banco Central, com ação sob sigilo da Diretoria de Investigação e Combate ao Crime Organizado.
  • Também há apuração de corrupção de servidores do Banco Central, com prestação de “consultoria informal” e indícios de vantagens indevidas; o BC abriu inquérito e afastou os envolvidos.
  • Investigações investigam fraudes em empréstimos consignados para aposentados do INSS envolvendo o Master, incluindo emissão de cartões consignados com regras flexibilizadas.
  • A operação mira uma chamada milícia privada ligada a Vorcaro, com indícios de coercitividade contra adversários; Vorcaro negocia delação premiada.

Cinco meses após a deflagração da primeira fase da Operação Compliance Zero, a PF avança em frentes paralelas da maior fraude bancária já registrada no país. Investiga-se a expansão do esquema ligado ao Banco Master, com novas apurações sobre seus chamados filhotes.

Segundo a Polícia Federal, o Master era o centro de uma teia de crimes financiada por várias obras de fundos de investimento. O dono da instituição, Daniel Vorcaro, é suspeito de manter uma rede de contatos políticos para sustentar o esquema.

As investigações resultaram na liquidação do Master e de entidades ligadas, com prisões de Vorcaro em duas etapas e, mais recentemente, do ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa. Novos desdobramentos surgiram ao longo do tempo.

Em janeiro, a PF abriu inquérito para apurar suposta contratação de influenciadores digitais para defender o Master e atacar o Banco Central nas redes sociais, após a liquidação da instituição. A apuração tramita sob sigilo.

Painel de novas evidências

A PF aponta que a relação entre Vorcaro e influenciadores servia para moldar a opinião pública em favor do esquema. O relatório cita a atuação de intermediários que conectavam interesses da organização com terceiros.

Outra linha de apuração envolve supostos pagamentos de vantagens indevidas a agentes públicos por meio de consultorias informais. Além da PF, o Banco Central instaurou inquérito e afastou funcionários sob suspeita.

Também é investigada uma possível fraude em empréstimos consignados a aposentados do INSS, com emissões de cartões com regras flexibilizadas. O Master é alvo de apurações sobre irregularidades nesses instrumentos de crédito.

Perspectivas da investigação

Especialistas destacam que casos complexos costumam avançar por etapas, à medida que novas evidências aparecem. O objetivo é mapear toda a cadeia do esquema, desde a origem até os beneficiários finais e os mecanismos de ocultação de valores.

A defesa e juristas ressaltam a necessidade de cautela, visto o histórico de fases de investigações que não resultaram em condenação definitiva. O cenário aponta para o desfecho de novas frentes de apuração nos próximos meses.

Contexto da milícia privada

A apuração também considera a atuação de uma suposta milícia privada ligada ao operador, voltada a intimidação de adversários e de autoridades. Investigações apontam a participação de indivíduos conhecidos pela atuação de monitoramento e coação.

Entre os acusados figura um suspeito identificado como Sicário, ligado aos contratos da milícia. Ele foi preso na terceira fase, mas faleceu recentemente após tentativa de suicídio na delegacia.

Objetivo das apurações

As investigações pretendem esclarecer como o dinheiro circulou, quem se beneficiou e quais estruturas formais ou informais foram usadas para ocultar os recursos. O objetivo é delimitar responsabilidades e recuperar ativos obtidos de forma ilícita.

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