- O presidente do Democracia Cristã, João Caldas, disse ter vetado a filiação de Wilson Witzel por já haver “doidos demais” no partido.
- Witzel contesta a afirmação, dizendo que Aldo Rebelo o procurou para viabilizar a pré-candidatura; a filiação ao DC chegou a ser anunciada em fevereiro, mas não se concretizou.
- O ex-governador afirma estar filiado desde 2022 ao Democrata e aparece em vídeos com a presidente nacional da sigla, Suêd Haidar, convidando seguidores a se filiarem.
- Witzel governou o Rio de Janeiro de 2019 a 2021, foi cassado por irregularidades em contratos com saúde e teve inelegibilidade de cinco anos imposta.
- O prazo de inelegibilidade termina antes de 15 de agosto, o que pode torná-lo apto a disputar o pleito deste ano.
O presidente do Democracia Cristã (DC), João Caldas, afirmou ter barrado a filiação do ex-governador Wilson Witzel ao partido, dizendo que já havia “doidos demais” entre seus filiados. A declaração foi dada em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, publicada no último sábado, 2.
Segundo Caldas, Witzel procurou o DC para viabilizar sua pré-candidatura ao governo do Rio de Janeiro neste ano. O parlamentar disse ter ouvido várias ligações e tentativas de reunião, mas manteve a negativa em razão do excesso de integrantes com perfis considerados inadequados pelo partido.
Witzel contestou a versão, afirmando ao jornal O Globo que a afirmação seria curiosa e falsa. Ele disse que a iniciativa de aproximação partiu do pré-candidato à Presidência pelo DC, Aldo Rebelo, e que a filiação dele chegou a ser anunciada em fevereiro, sem se concretizar.
O ex-juiz federal afirma ainda estar filiado ao Democrata, antigo Partido da Mulher Brasileira, desde 2022. Em vídeos publicados no Instagram, em conjunto com a presidente nacional da sigla, Suêd Haidar, ele aparece convidando seguidores a se filiarem e se apresenta como pré-candidato ao governo do Rio.
Witzel foi eleito para governar o Rio em 2018, após alinhamento com a Lava Jato e o movimento bolsonarista, mas teve o mandato cassado em 2021 por irregularidades em contratos com empresas de saúde durante a pandemia de covid-19. A cassação ocorreu por decisão de um tribunal misto, com votos de 10 a 0, após rejeição de impeachment na Alerj. Fica inelegível por cinco anos, mas esse prazo deve encerrar antes de 15 de agosto, data limite para registro de candidaturas, o que o torna apto a disputar neste ano.
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