- O presidente do Democracia Cristã, João Caldas, disse ter barrado a filiação de Wilson Witzel ao DC, citando excesso de “doidos” na sigla.
- Witzel afirma que o DC foi quem o procurou primeiro e que Aldo Rebelo, pré-candidato pelo DC, o teria buscado; ele nega ter se filiado por pressão externa.
- Em fevereiro, Aldo Rebelo confirmou ao jornal O Globo que Witzel já havia acertado a filiação e que a oficialização ocorreria em 6 de março.
- Witzel diz que, desde 2022, é filiado ao Democratas (antigo Partido da Mulher Brasileira) e segue como pré-candidato ao governo do Rio de Janeiro.
- O ex-governador foi eleito em 2018 com discurso anticorrupção e enfrentou impeachment em 2021, tornando-se inelegível por cinco anos.
O presidente do Democracia Cristã (DC), João Caldas, afirmou ter barrado a filiação do ex-governador Wilson Witzel ao partido. Segundo ele, o motivo seria o excesso de pessoas consideradas inaptas à sigla. A declaração foi dada em entrevista à Folha de S.Paulo.
Caldas relatou que Witzel tentou entrar no DC após contatar o partido e realizar reuniões, mas foi recusado.
Versões em disputa
Em nota ao GLOBO, Witzel negou as acusações, dizendo que a fala de Caldas é falsa e curiosa. O ex-governador afirma ter sido procurado por Aldo Rebelo, pré-candidato à Presidência pelo DC, e que a filiação ocorreria de forma administrativa. Witzel também informou que, desde 2022, é filiado ao Democrata (ex-Partido da Mulher Brasileira) e segue como pré-candidato ao governo do Rio.
Contexto político e histórico
Aldo Rebelo havia confirmado, em fevereiro, ao GLOBO, que Witzel tinha acertado a filiação ao DC, com oficialização prevista para 6 de março. Witzel governou o Rio de Janeiro entre 2019 e 2020, rompido por investigações de corrupção e pela cassação em 2021, tornando-se inelegível por cinco anos. O episódio recente envolve as tratativas para filiação de um pré-candidato com trajetória marcada por turbulências administrativas.
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