- O presidente do Tribunal Superior do Trabalho, Luiz Philippe Vieira de Mello, afirmou que a expressão “juízes vermelhos e azuis” foi usada em resposta ao ministro Ives Gandra Martins Filho.
- Ele disse que a fala foi tirada de contexto e que há provas de onde começou o debate.
- Vieira de Mello negou parcialidade e garantiu que suas decisões são guiadas por critérios técnicos e pela Constituição, especialmente a Consolidação das Leis do Trabalho.
- A expressão foi citada por Ives Gandra em palestra para diferenciar correntes de pensamento no TST, associadas a visões liberais ou intervencionistas no direito do trabalho.
- O magistrado ressaltou ter quarenta anos de carreira e afirmou que atua com técnica jurídica, independentemente de aceites ou críticas.
O presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), Luiz Philippe Vieira de Mello, afirmou nesta segunda-feira, 4 de maio, que a expressão sobre juízes “vermelhos e azuis” foi tirada de contexto e surgiu como resposta a uma fala do ministro Ives Gandra Martins Filho. A explicação ocorreu durante a sessão do TST.
Segundo o magistrado, a referência serviu para responder a uma colocação feita por Gandra em curso voltado a advogados, e não caracteriza atuação parcial. Ele disse que a defesa da neutralidade é apoiada em documentos que indicam o início do debate no próprio evento citado.
Ao defender sua conduta, Vieira de Mello destacou que suas decisões são guiadas por critérios técnicos e pela interpretação da Constituição, com foco na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). O presidente afirmou ter 40 anos de carreira e reiterou que não atua como ativista, mantendo independência institucional.
Contexto
A menção aos “vermelhos e azuis” foi usada por Gandra para distinguir correntes de pensamento no TST, associadas a visões mais liberais ou intervencionistas no direito do trabalho. A declaração de Vieira de Mello ocorre em meio a debates sobre atuação do tribunal na jurisprudência trabalhista.
Entre na conversa da comunidade