- O presidente do TST, Luiz Philippe Vieira de Mello Filho, afirmou que não é juiz parcial e que ninguém pode acusá-lo de ativismo, durante abertura da sessão da Corte nesta segunda-feira, 4 de maio de 2026.
- A declaração responde a interpretações sobre seu comentário feito na sexta-feira, 1º de maio, ao dizer que juízes trabalhistas estão divididos entre “azuis” e “vermelhos”, este último seu grupo.
- Ele alegou que a expressão foi cunhada pelo ministro Ives Gandra, em palestra, para descrever ministros “liberais e intervencionistas”.
- Luiz Philippe afirmou ter quase quarenta anos de carreira na magistratura e disse que decide com técnicas e pela interpretação da Constituição e da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).
- A fala original ocorreu no 22º Congresso Nacional da Magistratura do Trabalho (Conamat), em Brasília, evento com mais de trezentas pessoas, que discutiu Justiça do Trabalho independente, sustentabilidade, inteligência artificial e trabalho protegido.
O presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), Luiz Philippe Vieira de Mello Filho, afirmou nesta segunda-feira (4 mai 2026) que não é um juiz parcial e que não há direito de acusá-lo de ativismo. A declaração ocorreu durante a abertura da sessão da Corte.
A fala se mostra como resposta às interpretações sobre um posicionamento anterior do próprio presidente, no qual ele mencionou a existência de grupos entre juízes trabalhistas. Segundo ele, juízes identificados como “vermelhos” defendem uma linha de atuação ligada a uma causa federando o TST com a defesa da instituição.
O episódio remete a uma polêmica iniciada na sexta-feira anterior (1º mai), quando o presidente havia comentado que a Corte estaria dividida entre grupos categorizados como “azuis” e “vermelhos”. A explicação apresentada envolve suposta origem dessa expressão, atribuída ao ministro Ives Gandra, que, segundo Luiz Philippe, usou a expressão durante palestra.
Luiz Philippe enfatizou possuir vasta experiência na magistratura, citando quase quatro décadas de atuação. Ele garantiu que suas decisões seguem técnicas jurídicas e a interpretação da Constituição, bem como da CLT, mantendo-se neutro nas funções.
O pronunciamento ocorreu em Brasília, durante o 22º Congresso Nacional da Magistratura do Trabalho (Conamat), evento que reuniu mais de 300 pessoas. O tema do encontro foi Justiça do Trabalho independente frente a mudanças como sustentabilidade, inteligência artificial e proteção ao trabalho.
A fala original do presidente, na ocasião, gerou comentários nas redes sociais sobre uma suposta polarização entre apoiadores do governo e da oposição. O episódio desdobra-se em meio a debates sobre o papel institucional do TST e a atuação dos seus ministros.
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