- Um abaixo-assinado pedindo um referendo sobre independência de Alberta foi oficialmente apresentado, com possibilidade de votação ainda neste ano.
- O grupo Stay Free Alberta afirma ter passado o número necessário de assinaturas para acionar o referendo, apresentando mais de 300 mil nomes.
- A verificação das assinaturas está pausada por uma decisão judicial, que analisa um recurso de Primeiras Nações que contestam a validade da consulta.
- Se as assinaturas forem ratificadas, o referendo poderia ocorrer em dezessete ou dezenove de outubro, conforme a data marcada pela campanha.
- Pesquisas indicam que cerca de 25% dos abitantes são a favor da secessão, enquanto a oposição, incluindo grupos de Primeiras Nações, teme impactos legais sobre tratados históricos.
A Stanley Cup final deveu ser alcançado para a política de Alberta. Nesta segunda-feira, os organizadores apresentaram formalmente uma petição para perguntar aos Albertanos se a província deve se separar do Canadá, abrindo caminho para um referendo possivelmente neste outono.
A iniciativa é promovida pelo grupo Stay Free Alberta, que afirmou ter entregue mais de 300 mil assinaturas, acima do mínimo exigido (178 mil) para acionar o referendo. A coleta ocorreu sob o argumento de dissenso regional com o governo federal.
A assinatura do processo depende de verificação judicial. Um tribunal em Alberta suspendeu a validação enquanto analisa recurso de uma coalizão de First Nations que contesta o alcance da separação sobre seus direitos, segundo advogados envolvidos.
A decisão sobre o futuro do pleito deve sair ainda neste mês. Caso as assinaturas sejam ratificadas, o referendo poderia ocorrer já em 19 de outubro, com a pergunta de independência: Alberta deve deixar o Canadá para se tornar um estado independente?
A mobilização tem raízes no sentimento de descontentamento com Ottawa e com políticas federais sobre recursos naturais. Entidades indígenas argumentam que uma Alberta independente poderia violar tratados existentes, moldando possíveis consequências legais.
O governo estadual alterou leis para permitir que a coleta de assinaturas continue sem exigir confirmação constitucional prévia, mas o veredito judicial pode impedir o avanço do pleito, mesmo com o apoio popular.
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