- Romeu Zema, ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato pelo Novo, disse que brasileiros deveriam escolhê-lo em outubro em vez de Flávio Bolsonaro por não ter rabo preso.
- Em entrevista ao UOL, ele afirmou ter um histórico diferente e citou que começou a trabalhar aos 14 anos em uma empresa da família.
- Criticou ex-presidentes vindos do setor público e afirmou que em Minas não levou parentes para trabalhar; prometeu acabar com conchavos políticos.
- Reiterou que pretende manter a candidatura até o final, mesmo sendo cotado para compor a chapa de Flávio como vice.
- Ao falar de divergências com a família Bolsonaro, mencionou que Jair Bolsonaro minimizou a gravidade da Covid-19, mas disse ter se aproximado do bolsonarismo por antipartidarismo ao PT.
O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência, Romeu Zema (Novo), afirmou em entrevista ao Uol nesta segunda-feira (4) que o eleitor brasileiro deveria escolher sua candidatura em outubro em vez da de Flávio Bolsonaro (PL) por não ter ligações ou compromissos políticos escondidos. Zema disse possuir um histórico diferente, próximo ao da maioria da população, e destacou sua trajetória de início de atuação profissional aos 14 anos.
Ele citou uma atuação voltada ao setor privado e criticou a repetição de cargos ligados a parentes ou favorecimentos no governo. Segundo Zema, em Minas Gerais não houve nepotismo e quem ocupava espaço irregular foi perdendo influência, configuração que ele afirma buscar replicar no cenário nacional para ampliar a transparência.
Ainda durante a entrevista, o ex-governador ressaltou que não tem rabo preso nem conchavos políticos que impeçam falar a verdade. O objetivo é demonstrar que pode liderar mudanças com base em mérito e responsabilidade fiscal, mesmo mantendo sua candidatura até o fim. Zema também comentou divergências com a família Bolsonaro, lembrando a gestão da pandemia de Covid-19, que, na visão dele, foi subestimada por Jair Bolsonaro. Ele ressaltou, contudo, que se aproximou do bolsonarismo por compartilharem uma inclinação anti-PT.
Caminho político e chapa presidencial
Zema aparece entre os cotados para integrar a chapa de Flávio Bolsonaro, na condição de vice. Mesmo assim, o ex-governador reiterou a intenção de seguir com sua candidatura até o encerramento do processo eleitoral, independentemente de eventual composição. A posição dele mantém o tema em aberto e suscita debates sobre alianças e estratégias de campanha. O cenário segue sob avaliação dos partidos e das coligações interessadas.
Entre na conversa da comunidade