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Zema propõe intervenção federal na segurança do Rio para combater facções

Zema defende intervenção federal na segurança do Rio para enfrentar facções e enquadrar terroristas, mantendo Justiça e Segurança no mesmo ministério

Romeu Zema, ex-governador de Minas e pré-candidato de Minas Gerais — Foto: Washington Alves/Valor
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  • Romeu Zema defende intervenção federal na segurança do Rio de Janeiro para enfrentar facções criminosas, afirmando que o governo federal precisa agir onde o crime organizado domina.
  • Ele afirma que o Rio “saiu do controle” e que as facções serão enquadradas como terroristas, dizendo que a população sob o domínio delas apoia a intervenção.
  • Zema relembra que houve intervenção federal na área de segurança em 2018, durante o governo de Michel Temer, comandada pelo general Walter Braga Netto.
  • Sobre o governo, diz que manteria áreas de justiça e segurança no mesmo ministério e que indicaria alguém da polícia com experiência no combate ao crime, rejeitando perfis da área social.
  • Em relação à corrupção, afirma ser anti-corrupção, cita possíveis ligações de ministros com Daniel Vorcaro e defende investigações sem acobertamento, mantendo posição de candidatura até o fim.

O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência, Romeu Zema, defendeu a intervenção federal na segurança do Rio de Janeiro para enfrentar facções criminosas. A defesa foi feita durante entrevistas ao UOL e à Folha de S.Paulo, ao ser perguntado sobre a hipótese de intervenção no estado.

Segundo Zema, a intervenção é viável onde o crime organizado domina territórios, e o governo federal precisa atuar para conter o que classifica como atuação de terroristas. Ele afirmou que, na visão dele, o Rio teria perdido o controle e que outros estados poderiam seguir o mesmo caminho.

O ex-governador lembrou que o Rio já vivenciou intervenção federal em 2018, durante a gestão de Michel Temer, sob comando do general Walter Braga Netto. Zema disse ainda que pretende enquadrar as facções como terroristas e que a população sob domínio dessas organizações apoiaria a medida.

Além disso, Zema sinalizou que manteria as áreas de justiça e segurança sob o mesmo ministério, defendendo a nomeação de um gestor policial experiente para a pasta. Ele ressaltou a necessidade de profissionais da área, em vez de pessoas com formação em áreas sociais.

Sobre comparação com Flávio Bolsonaro, Zema destacou que teve trajetória de trabalho duro e critica a ideia de governos vindos do setor público. Ele afirmou ser diferente por ter construído sua vida fora do setor público e pela gestão conservando recursos.

Questionado sobre acusações envolvendo Flávio Bolsonaro, Zema disse não possuir detalhes, mas manteve apoio a investigações e afirmou que não quer ninguém acobertado. Também destacou que levará a candidatura adiante e não pretende compor chapa com o colega senator.

Em relação a corrupção, Zema afirmou ser anti-corrupção e sugeriu investigar ministros do STF com ligações a Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Ele citou casos ligados a sociedades envolvendo o ministro Dias Toffoli e pagamentos ao escritório ligado ao ministro Alexandre de Moraes.

Ao comentar o uso de avião de Vorcaro por Nikolas Ferreira, Zema disse não ver relação direta, avaliando que juiz deve manter imparcialidade. Sobre doações registradas a campanhas de Tarcísio de Freitas e Jair Bolsonaro, afirmou que casos diferentes geram desconfiança distinta.

Sobre Rossieli Soares, ex-secretário de Educação de Minas, Zema afirmou confiar nele, mesmo após a exoneração, e disse não ter acompanhado pessoalmente o processo. Caso a apuração sinalize responsabilidade, ele afirma que o ex-secretário deve ser responsabilizado.

Em privatizações, Zema reiterou a intenção de privatizar todas as estatais rentáveis, usando os recursos para reduzir a dívida e conter juros. Citou a privatização da Cemig e a aprovação da Copasa em Minas, destacando que a privatização da Petrobras dependerá de boa relação com o Congresso.

Na reforma previdenciária, o pré-candidato defendeu aumento no tempo de contribuição e na idade mínima, conforme cálculos de impacto financeiro. Sobre programas sociais, afirmou que pretende revisar recursos, identificando fraudes e casos de benefício indevido.

Quanto ao Jovem Aprendiz, Zema reiterou a ideia de ampliar o programa, defendendo flexibilização para ampliar oportunidades. Observou que muitos jovens em cidades menores encontram excesso de burocracia para participar do programa existente.

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