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Após prisão de deputado, Paes cita ‘roubalheira’ e defende eleição direta no Rio

Paes usa prisão de deputado para defender eleições diretas no Rio diante da crise na Alerj

Eduardo Paes, ex-prefeito do Rio e pré-candidato ao governo do Estado
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  • O ex-prefeito do Rio Eduardo Paes, pré-candidato ao governo, aproveitou a prisão do deputado Thiago Rangel para defender eleições diretas para o mandato-tampão.
  • Thiago Rangel, do Avante, foi preso pela Polícia Federal na 4ª fase da Operação Unha e Carne, que investiga fraudes em compras de materiais e serviços na Secretaria Estadual de Educação.
  • A apuração teve início com material apreendido na 1ª fase, que levou à prisão do ex-deputado Rodrigo Bacellar, suspeito de vazar informações ao aliado Thiego Santos.
  • Paes afirmou, em redes sociais, que a crise na Alerj compromete a legitimidade de uma eleição indireta e voltou a defender votação direta no Rio de Janeiro.
  • A Câmara Legislativa do Rio disse estar à disposição para colaborar com as investigações, em meio a questionamentos sobre o modelo de escolha do governador em um cenário de vacâncias.

O deputado Thiago Rangel, do Avante, foi preso pela Polícia Federal na 4ª fase da Operação Unha e Carne, que investiga fraudes em compras e serviços na Secretaria Estadual de Educação. A prisão ocorreu nesta terça-feira, 5 de maio, durante cumprimento de mandados no Rio de Janeiro.

A prisão abriu espaço para que o ex-prefeito do Rio, Eduardo Paes (PSD), pré-candidato ao governo do Estado, passe a usar o caso para defender eleições diretas no mandato-tampão. Paes afirmou, nas redes sociais, que a Alerj precisa permitir a escolha direta do governador, citando suspeitas envolvendo a educação, previdência, Ceperj e saúde.

A investigação teve início com a análise de conteúdos apreendidos na 1ª fase, que resultou na prisão do presidente da Alerj na época, Rodrigo Bacellar, por suposta divulgação de informações privilegiadas ao aliado Thiego Santos, ligado ao crime organizado. Novos desdobramentos levaram à prisão de Rangel na fase atual.

Nas redes, Paes descreveu a crise da Alerj como comprometedora da legitimidade de uma eleição indireta para o governo. O ex-prefeito afirmou que o modelo indireto favorece roubalheira e pediu eleições diretas no Rio de Janeiro.

A Alerj divulgou nota afirmando estar à disposição das autoridades para colaborar com as investigações e ressaltou o compromisso com a transparência e a confiança no trabalho dos órgãos competentes.

Sobre o mandato-tampão, a regra constitucional prevê eleição indireta pela Alerj em casos de vacância nos dois últimos anos do mandato. A prática tem sido questionada diante dos afastamentos e investigações que atingem membros da Assembleia.

O STF analisa duas ações sobre o tema: uma que defende eleições diretas, sob relatoria de Cristiano Zanin, e outra sobre regras de eleição indireta, relatada por Luiz Fux. A votação foi interrompida por pedido de vista de Flávio Dino, mantendo o tema em debate público.

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