- A Câmara suspendeu a sessão do Conselho de Ética após uma discussão entre governistas e oposicionistas durante a votação da suspensão de mandatos da oposição.
- O advogado Jeffrey Chiquini chamou Chico Alencar de “sort de idoso”, levando a uma resposta acalorada entre os parlamentares.
- O deputado Reimont pediu a retirada de Chiquini por supostas “ameaças graves” feitas a outro parlamentar; o presidente da comissão interrompeu a sessão por trinta minutos.
- Apoiadores de Marcel Van Hattem ocuparam o plenário e fizeram cânticos em apoio à pré-candidatura dele ao Senado.
- Também tramam no Conselho de Ética os processos contra Marcos Pollon e Zé Trovão por obstrução, relativos a agosto de 2025; nessa época, oposição ocupou o plenário por cerca de trinta horas.
A Polícia Legislativa foi acionada nesta terça-feira durante sessão do Conselho de Ética da Câmara dos Deputados para conter uma troca de acusações entre parlamentares. O episódio ocorreu no momento em que o colegiado votava a suspensão de mandatos da oposição por obstrução do plenário em agosto de 2025.
O confronto teve como protagonistas o deputado Chico Alencar (Psol-RJ) e o advogado Jeffrey Chiquini, pré-candidato a deputado federal pelo Paraná que atua na defesa de Marcel Van Hattem (Novo-RS). Durante a discussão, Chiquini direcionou críticas a Alencar, que reagiu. Em seguida, o parlamentar Reimont (PT-RJ) solicitou a retirada de Chiquini do plenário por supostas ameaças graves a outro deputado.
A captura de cena levou o presidente do Conselho de Ética, Fábio Schiochet (União Brasil-SC), a suspender a sessão por 30 minutos. Afastados, apoiadores de Van Hattem ocuparam o plenário e proferiram palavras de apoio à pré-candidatura dele ao Senado pelo Rio Grande do Sul. Além disso, os deputados Marcos Pollon (PL-MS) e Zé Trovão (PL-SC) respondem a processo por obstrução no mesmo Conselho, em agosto de 2025.
Ocupação da Mesa Diretora
Em agosto de 2025, durante a retomada das atividades no Congresso, parlamentares de oposição ocuparam o plenário da Câmara por cerca de 30 horas para protestar contra a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro. Na ocasião, Bolsonaro ainda aguardava julgamento no Supremo Tribunal Federal, após ter a prisão decretada pelo ministro Alexandre de Moraes, em função de participação em manifestações.
Naquele contexto, deputados também pressionavam pela aprovação de uma proposta de anistia ampla para envolvidos nos atos antidemocráticos de 8 de janeiro, quando houve invasão e depredação de sedes dos Três Poderes em Brasília.
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