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Colapso do governo revela avanço da direita nacionalista na Romênia

Colapso do governo romeno amplia espaço para nacionalistas; abre fase de negociações para nova coalizão e possível novo primeiro-ministro

O primeiro-ministro da Romênia, Ilie Bolojan, prepara-se para discursar perante uma moção de censura contra seu gabinete durante uma sessão plenária do parlamento em Bucareste (Foto: EFE/EPA/Robert Ghement)
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  • O governo romeno, comandado pelo conservador Ilie Bolojan, caiu após o Parlamento aprovar moção de censura impulsionada pelo Partido Social-Democrata e pela direita nacionalista AUR.
  • Na votação, estiveram presentes 431 deputados, com 288 votos válidos; 281 foram a favor, 4 contra e 3 anulados.
  • O PSD e AUR apoiaram a moção; conservadores, liberais e centristas não participaram.
  • A crise pode abrir negociações para formar um novo Executivo, possivelmente com coalizão similar à anterior, sob liderança de um novo premier com apoio do PSD.
  • O presidente Nicușor Dan terá papel central na nomeação do próximo primeiro-ministro; a crise já impactou o mercado, com desvalorização do leu.

O governo da Romênia, chefiado pelo conservador Ilie Bolojan, caiu nesta terça-feira (5) após o Parlamento aprovar uma moção de censura. A medida foi impulsionada pelo PSD, maior partido no plenário, e pela direita nacionalista, abrindo um período de negociações para formar um novo Executivo.

A votação ocorreu com 431 deputados presentes, 288 votos a favor, 4 contra e 3 nulos. Foi a moção de censura com maior apoio desde a redemocratização, em 1990. O PSD e forças da direita nacionalista apoiaram; conservadores, liberais e centristas não participaram.

Contexto político: o desmoronamento da coalizão veio após o PSD deixar o governo em protesto contra ajuste fiscal, com aumentos de impostos e cortes para reduzir o déficit de 7,9% em 2025, o maior da UE. As medidas também incluíram cortes de salários e demissões.

Nomes em jogo: o presidente Nicusor Dan terá papel decisivo na designação do próximo primeiro-ministro. A imprensa aponta Catalin Predoiu, atual ministro do Interior interino, como possível chefe de governo de consenso.

Reação econômica: mercados já reagiram com desvalorização do leu, elevando os custos de financiamento. O atraso na formação de governo aumenta incertezas para planos de fundos comunitários e investimentos estratégicos.

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