- Comissão especial definiu calendário com turnê nacional para discutir o fim da escala 6×1, com votação final do relatório prevista para 26 de maio.
- Primeira audiência fora de Brasília será na Paraíba, estado natal do presidente da Câmara, Hugo Motta.
- Seminars estão marcados para Belo Horizonte (14 de maio) e São Paulo (21 de maio); há pedidos para audiências em Paraná, Bahia, Rio Grande do Sul e Maranhão.
- Entidades empresariais de São Paulo tentam barrar a mudança; caravana liderada pela FecomercioSP realiza encontros em Brasília e em ministérios.
- Tema tem apoio público significativo: Datafolha aponta 71% dos brasileiros favoráveis ao fim da 6×1; centrais sindicais manifestam apoio à redução para 40 horas.
A comissão especial que trata do fim da escala 6×1 definiu um calendário com audiências em estados fora de Brasília e a votação do relatório prevista para o dia 26 de maio. A primeira audiência ocorrerá na Paraíba, estado de origem do presidente da Câmara, Hugo Motta, em meio a um ano eleitoral. O relator, Leo Prates, aponta a crise política como fator para acelerar a tramitação.
A agenda também prevê seminários em Belo Horizonte (14/5) e São Paulo (21/5). Outros estados com pedidos de audiência em análise são Paraná, Bahia, Rio Grande do Sul e Maranhão. A proposta é ouvir diferentes atores antes de concluir o relatório final.
Turnê e agenda legislativa
A viagem pela discussão da 6×1 é apresentada como uma forma de aproximar o parlamento da população, segundo Prates. A condução do processo, apoiada por Motta, busca manter o tema sob os holofotes e explorar apoio popular já demonstrado em pesquisas.
Entidades empresariais, especialmente a FecomercioSP, intensificaram ações junto aos deputados para impedir mudanças no horário de trabalho. O movimento envolve reuniões em Brasília, encontros com ministérios e encontros com frentes parlamentares. As centrais sindicais foram acionadas para apresentar o ponto de vista favorável à redução para 40 horas semanais.
A comissão também agenda ouvidas de sindicatos e trabalhadores. Os trabalhadores devem ser ouvidos em 19 de maio, e os empregadores, na véspera. Além disso, ministérios de Trabalho e Fazenda estão previstos para confirmar posições entre 6 e 12 de maio. A primeira versão do relatório deverá ser apresentada em 20 de maio, com a votação final marcada para 26 de maio.
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