- O Conselho de Ética da Câmara vota o parecer para suspender por dois meses os deputados Marcel Van Hattem, Marcos Pollon e Zé Trovão por ocuparem a Mesa Diretora em agosto de 2025.
- O episódio ocorreu nos dias 5 e 6 de agosto de 2025, quando 14 deputados ocuparam a Mesa Diretora em protesto contra a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro.
- O relator Moses Rodrigues (União Brasil) afirma que a medida é necessária para deixar claro que o Parlamento não tolera condutas que interrompam o processo legislativo.
- A defesa de Van Hattem sustenta que o processo é uma perseguição; ele classificou o pedido como perseguição sem fim e pediu mobilização.
- O julgamento tem início às 12h desta terça-feira, 5 de maio de 2026, com a defesa de Van Hattem representada pelo advogado Jeffrey Chiquini.
O Conselho de Ética da Câmara dos Deputados vota nesta terça-feira, 5 de maio de 2026, o parecer que recomenda a suspensão de três deputados da oposição por dois meses. A sanção decorre da ocupação da Mesa Diretora em agosto de 2025. A decisão envolve Marcel Van Hattem, Marcos Pollon e Zé Trovão.
O relator, Moses Rodrigues, afirmou que a medida busca deixar claro que o Parlamento não tolera condutas que interrompam o processo legislativo. O parecer já foi apresentado na semana passada e está em análise no plenário. A votação ocorre a partir das 12h.
Segundo documentos analisados, Pollon teria se acomodado na cadeira da Presidência, Van Hattem ocupou um assento na Mesa para bloquear o acesso e Zé Trovão teria impedido a subida do presidente da Câmara à cadeira da Presidência.
Contexto do caso
O episódio ocorreu nos dias 5 e 6 de agosto de 2025, quando 14 deputados da oposição ocuparam a Mesa Diretora do plenário por mais de 30 horas. O protesto foi motivado pela prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro.
A ocupação inviabilizou o funcionamento normal da Câmara e dificultou a atuação do presidente da Casa na época, Hugo Motta. A retomada dos trabalhos ocorreu apenas após negociações com a base governista e aliados de Bolsonaro.
A CORREGEDORIA da Câmara classificou as condutas como graves, configurando desrespeito à autoridade da Mesa e afronta à institucionalidade. Além do processo em apuração, houve aplicação de censura escrita aos 14 envolvidos.
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