- A Polícia Federal prendeu o deputado estadual Thiago Rangel na manhã desta terça-feira (05), na 4ª fase da Operação Unha e Carne.
- A investigação apura fraudes em procedimentos de compra de materiais e serviços, como obras de reformas, na Secretaria de Educação do Rio de Janeiro (SEEDUC).
- O esquema envolveria direcionamento de contratações em escolas da Diretoria Regional Noroeste da SEEDUC, com saques e repasses a empresas ligadas ao grupo criminoso.
- Os recursos desviados teriam sido mesclados com valores lícitos em contas de uma rede de postos de combustíveis controlada pelo líder da organização.
- Rangel é próximo de Rodrigo Bacellar e de Cláudio Castro; a filha dele, Thamires Rangel, já foi nomeada subsecretaria de Ambiente e Sustentabilidade e, posteriormente, exonerada pelo governador interino Ricardo Couto.
O deputado estadual Thiago Rangel, do Rio de Janeiro, foi preso pela Polícia Federal nesta terça-feira (5), na 4ª fase da Operação Unha e Carne. A ação investiga o vazamento de informações sigilosas por agentes públicos e apura fraudes em compras e serviços na rede estadual de educação.
A operação mira contratos de obras e aquisição de materiais Paulistas, vinculados à Secretaria de Educação do Estado (SEEDUC), especialmente em escolas da Diretoria Regional Noroeste. O esquema envolve direcionamento de contratações e desvio de recursos públicos.
Segundo as apurações, após recebimento de verbas, terceiros sacavam valores e repassavam a empresas ligadas a integrantes do grupo criminoso. Parte dos recursos desviados era misturada com fontes lícitas em contas de uma rede de postos de combustíveis ligada ao líder.
Contexto e desdobramentos
Outras fases da mesma ação já resultaram na prisão do ex-presidente da Alerj Rodrigo Bacellar, no mês anterior, e do desembargador Macário Júdice Neto, no final de 2025. Rangel mantém proximidade com Bacellar e com o governador Cláudio Castro.
A família de Rangel também aparece na história: a filha dele, Thamires Rangel, foi nomeada subsecretária de Ambiente e Sustentabilidade aos 19 anos pelo governador Cláudio Castro e exonerada pelo interventor Ricardo Couto.
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