- A PF prendeu o deputado estadual Thiago Rangel, do Avante, em nova fase da Operação Unha e Carne, ligada a desvios na Secretaria de Educação do Rio de Janeiro.
- A investigação aponta que o volume de dinheiro em espécie foi tão grande que houve uso de um cofre inteligente e de uma transportadora de valores; o deputado não se manifestou.
- O esquema seria uma continuação de prática antiga do grupo, já que o deputado teria mantido o mesmo modo de operação quando era vereador e, agora, na Alerj; a PF aponta possível participação de outros parlamentares.
- A empresa T. H. Rio Administração e Participações LTDA seria usada para recebimento de numerário; o CNPJ está registrado em nome de um ex-assessor, classificado pela PF como o principal “laranja”, que também foi preso.
- Mensagens interceptadas entre Rangel e um operador financeiro indicam propinas e ocultação de recursos em espécie; a Alerj afirmou colaboração, e o deputado não se pronunciou.
O deputado estadual Thiago Rangel (Avante) foi preso nesta terça-feira, em uma nova fase da Operação Unha e Carne, da Polícia Federal do Rio. A investigação aponta que ele integrava um esquema de desvios na Secretaria de Educação do Rio, movimentando grandes quantias em dinheiro, até com uso de um cofre inteligente e transportadora de valores. A prisão foi decretada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF.
Segundo a PF, Rangel utilizava a empresa T. H. Rio Administração e Participações LTDA como polo de recebimento de numerário. O CNPJ está registrado em nome de um ex-assessor, mas o deputado seria o procurador da empresa. O principal laranja identificado é Elexandre Rodrigues dos Santos Silva Filho, também preso.
Aprofundando a análise, a PF aponta que o esquema envolve direcionamento de licitações, transferências entre redes de empresas e grande movimentação de dinheiro em espécie. A recuperação de valores sugere atuação com terceiros para ocultar recursos, especialmente em período eleitoral.
Envolvidos e desdobramentos
Além de Rangel, a PF aponta participação de Luiz Fernando Passos de Souza, apontado como operador financeiro. Ele tem laços com empresas envolvidas na investigação e foi preso na mesma operação. Trechos de mensagens indicam saques de propina e guarda de recursos.
Tratativas aparecem em conversas de setembro de 2024, nas quais Luiz Fernando menciona contratos e saques, e Rangel confirma o armazenamento dos valores. A PF afirma que a temporalidade reforça a hipótese de gestão paralela de recursos em espécie.
Reação institucional
A Assembleia Legislativa informou colaboração com as autoridades e reiterou compromisso com transparência. Afastes e investigações seguem sob orientação dos órgãos competentes. Alerj não divulgou novas manifestações públicas do deputado.
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