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Deputado preso no RJ usava postos para lavar dinheiro público, diz PF

PF aponta que o deputado Thiago Rangel controlava postos para lavar dinheiro público, com desvios ligados à Seeduc e atuação no Norte Fluminense

Posto de gasolina | Reprodução
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  • O deputado Thiago Rangel (Avante), presidente da Comissão de Minas e Energia da Alerj, foi preso na quarta fase da Operação Unha e Carne, conforme a Polícia Federal.
  • A PF afirma que ele usava uma rede de postos de combustíveis sob seu controle para lavar dinheiro público desviado, incluindo recursos da Secretaria Estadual de Educação (Seeduc), com os postos formalmente em nomes de terceiros.
  • O dinheiro desviado chegava aos postos como destino final, facilitando a entrada no sistema legal e dificultando o rastreamento da origem ilícita.
  • A investigação aponta que o esquema começou em Campos dos Goytacazes (municipal) entre 2021 e 2022 e se expandiu para o nível estadual, passando a envolver contratos da Seeduc a partir de 2023.
  • O deputado Rodrigo Bacellar é citado como peça central, com influência em nomeações e contratos de obras, aparecendo nas tratativas como quem não aprovava ou liberava os contratos.

O deputado Thiago Rangel (Avante), que preside a Comissão de Minas e Energia da Alerj, foi preso na 4ª fase da Operação Unha e Carne, segundo a Polícia Federal. A investigação aponta que ele usava uma rede de postos de combustíveis sob seu controle para lavar recursos públicos desviados, inclusive da Secretaria Estadual de Educação (Seeduc).

A PF afirma que os postos eram registrados em nomes de terceiros, usados como laranjas, mas controlados pelo parlamentar na prática. Esses estabelecimentos funcionariam como destino final de parte dos recursos desviados, facilitando a entrada de dinheiro no sistema formal.

Rangel é descrito como gerente de parte da organização criminosa, articulando interesses entre empresários e agentes públicos. Também seria destinatário direto de valores desviados.

Segundo os agentes, o esquema consistia em direcionar contratos públicos a empresas alinhadas ao grupo. Após o pagamento com recursos do Estado, parte dos valores era devolvida em espécie ou por transferências e redirecionada a negócios ligados aos investigados.

A investigação aponta que o modelo começou no âmbito municipal, em Campos dos Goytacazes, entre 2021 e 2022, e depois se espalhou para a estrutura estadual. A partir de 2023, houve atuação em contratos da Seeduc, com foco em obras e reformas.

O grupo, segundo a PF, atuou no Norte e no Noroeste Fluminense, com influência política e controle sobre indicações em cargos estratégicos. Rangel operaria o braço regional do esquema.

Outro alvo citado é o deputado Rodrigo Bacellar, apontado como peça central. A investigação afirma que ele teria influência sobre nomeações no governo, inclusive na Educação, e participaria das tratativas para liberar contratos de obras.

A defesa de Rangel não respondeu até o fechamento desta reportagem. A PF não detalhou novas medidas ou prazos processuais. A decisão a que o SBT News teve acesso foi proferida pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, relacionadas à fase da operação.

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