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Deputado Thiago Rangel, do Avante, é preso suspeito de desvio na educação

Deputado Thiago Rangel, do Avante, é preso pela PF suspeito de desvio de recursos da educação; patrimônio dele sobe mais de setecentos por cento em dois anos

Deputado estadual do Rio Thiago Rangel, do Avante, é preso suspeito de desvio de dinheiro na educação — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução
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  • O deputado estadual Thiago Rangel, do Avante, foi preso pela Polícia Federal sob suspeita de chefiar um esquema de desvio de dinheiro na educação.
  • A investigação aponta que o grupo manipulava compras de materiais e obras em escolas estaduais para desviar recursos públicos.
  • O patrimônio de Rangel aumentou mais de 700% em dois anos, segundo declarações enviadas à Justiça Eleitoral.
  • Ele é o terceiro deputado da Assembleia Legislativa do Rio preso no atual mandato; a operação também atingiu outros investigados e abriu caminho para cassação de mandatos.
  • Mensagens interceptadas mostram ameaças a opositores; há apontamento de relação próxima com traficante da região e de indicações de cargos na área da educação.

O deputado estadual Thiago Rangel, do Avante, foi preso nesta terça-feira (5) pela Polícia Federal sob suspeita de chefiar um esquema de fraudes na educação estadual. A operação faz parte da 4ª fase da ofensiva e envolve desvio de recursos destinados à educação em escolas do Rio de Janeiro. Rangel chegou à sede da PF em Campos dos Goytacazes escoltado por agentes; um veículo de luxo apreendido foi apresentado pela PF no local.

Segundo investigação, o grupo manipulava compras de materiais e obras em escolas estaduais, desviando dinheiro público. A PF aponta que o deputado usava métodos de intimidação contra opositores para manter o esquema. Mandados autorizados pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, embasaram a prisão e outras autoridades também foram alvo de ação.

A operação também envolve o ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio, Rodrigo Bacellar, do União Brasil, detido na mesma ação. A PF afirma que muitas informações sobre o crime estavam no computador dele. Bacellar é investigado por ligação com a facção Comando Vermelho; os mandatos dele foram cassados.

Entre as evidências, mensagens interceptadas reforçam o padrão descrito pela PF. Em conversas, Thiago Rangel menciona impedir opositores em Campos, e o braço-direito Fábio Azevedo discute ações contra adversários. Em outra linha, aparecem referências a favorecimentos de cargos na educação para pessoas indicadas por um traficante.

Ao longo da noite, Rangel foi transferido de Campos dos Goytacazes para a Superintendência da PF no Rio de Janeiro. A defesa do deputado negou as acusações. Advogados de Bacellar, Azevedo e TH Joias não se manifestaram.

A investigação já havia sido tema de reportagens anteriores da Globo, que apontaram irregularidades em obras escolares no estado. A apuração envolve também a apuração de desvios de valores e de relações com organizações criminosas, conforme descrito pela autoridade federal.

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