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Durigan diz que revisão de gastos não é prioridade às vésperas das eleições

Durigan afirma que, de maio a outubro, não haverá discussão sobre revisão de gastos às vésperas das eleições, com o salário mínimo já revisado em 2024

Dario Durigan, secretário-executivo do Ministério da Fazenda (Diogo Zacarias/Ministério da Fazenda)
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  • O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que ninguém quer tratar de revisão de gastos às vésperas das eleições e que não será possível avançar com esse tema neste ano.
  • Ele disse que, de maio a outubro, é praticamente impossível apresentar uma política de revisão de gastos no Congresso.
  • Durigan lembrou que a política de reajuste do salário mínimo foi revisada no fim de 2024 e que debates sobre o tema podem retornar, mas não neste período.
  • Sobre zerar o imposto de 20% cobrado em compras em sites internacionais, Durigan afirmou que ainda não houve posição definitiva do presidente Lula e que o tema pode voltar ao Congresso durante o período eleitoral.
  • O ministro mencionou o Novo Desenrola Brasil e criticou as altas taxas do rotativo do cartão de crédito, destacando a necessidade de regulação e de maior compreensão dos juros pelos consumidores.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou na segunda-feira que ninguém quer tratar de revisão de gastos às vésperas das eleições. Em entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura, ele disse que não será possível avançar com esse tipo de tema neste ano.

Durigan explicou que, apesar de reconhecida a importância do tema, a janela de maio a outubro torna inviável aprovar ou discutir mudanças que revisem gastos no Congresso Nacional. Ele citou tentativas anteriores, inclusive ao fim de 2024, sem sucesso em vários casos.

Sobre a política de reajuste do salário mínimo, o ministro lembrou que o mecanismo já passou por revisão no final de 2024. Debates sobre o tema não são tabu, mas, segundo ele, é improvável que haja uma política de revisão de gastos apresentada neste período. A discussão sobre gastos públicos, no entanto, ele reforçou, permanece em curso no país.

Durigan afirmou ainda que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ainda não apresentou posição definitiva sobre a zeragem da cobrança de 20% em compras feitas em sites internacionais, conhecida como a “taxa das blusinhas”. O tema é visto como popular e pode ressurgir no Congresso durante o período eleitoral.

Durante o programa, o ministro comentou o Novo Desenrola Brasil e as taxas cobradas no rotativo do cartão de crédito. Segundo Durigan, a dívida das famílias com cartão de crédito permanece elevada e a solução passa por regulação e melhoria da compreensão dos consumidores, e não por limites de juros.

Ele destacou a necessidade de aprimorar a regulação para reduzir o ideal de juros cobrados. A ideia é esclarecer aos consumidores como funcionam os juros de vários cartões, ajudando a reduzir o endividamento sem impor limites abruptos. Durigan ressaltou que evoluções nesse campo dependem de medidas técnicas e de fiscalização.

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