- Genial/Quaest mostram candidatos com desempenho aquém do esperado em governos estaduais e Senado, em dez dos maiores colégios eleitorais do país.
- Romeu Zema, ex-governador de Minas Gerais, teve 3% na disputa presidencial e a aprovação de governador de 52%, a menor da série histórica; Mateus Simões aparece entre 3% e 5%.
- Elmano de Freitas, do Ceará, corre risco de perder no primeiro turno; Ciro Gomes lidera, e houve discussão interna sobre substituição por Camilo Santana.
- Paulo Pimenta, do PT, aparece com 9% das intenções de voto para o Senado, mesmo após atuação em enchentes no Rio Grande do Sul.
- Gleisi Hoffmann, do Paraná, fica entre 10% e 11% para o Senado, mantendo a quarta posição e enfrentando alta rejeição de 58%.
Em meio à corrida pelo Governo e pelo Senado, a última rodada da pesquisa Genial/Quaest aponta decepções em dez dos maiores colégios eleitorais do país. Os resultados foram divulgados na semana passada, com cinco meses até o pleito.
O estudo mostra que, em boa parte dos cenários, nomes com apoio de kib de base e máquina política não atingiram as expectativas. Abaixo, os casos considerados abaixo do esperado pelos pesquisadores, com base nos cenários testados pela sondagem.
Romeu Zema (Novo)
O ex-governador de Minas Gerais não ampliou o desempenho da candidatura presidencial, mesmo com investimento em temas de direita e críticas ao STF. O placar atual fica em 3% no primeiro turno, enquanto a aprovação como governador atingiu 52%, menor da série histórica.
Mateus Simões (PSD)
Sucessor de Zema, Simões permanece com índices entre 3% e 5% em cenários variados, enfrentando adversários que ultrapassam 15% e chegam perto de 40% em algumas projeções. A despeito da máquina estadual, o avanço esperado não ocorreu.
Elmano de Freitas (PT)
Governador do Ceará em primeiro mandato, Elmano aparece com risco real de perder no primeiro turno para Ciro Gomes (PSDB). A diferença é de cerca de nove pontos. Nos bastidores, cogita-se a possibilidade de substituição por Camilo Santana (PT) em testes de cenário.
Eduardo Leite (PSD)
No Rio Grande do Sul, o governador enfrenta dificuldade para viabilizar a candidatura ao governo. O vice de sua chapa, Gabriel Souza (MDB), registra 6% de intenções. A aprovação do governo caiu para 51%.
Paulo Pimenta (PT)
Líder do governo na Câmara, Pimenta ganhou visibilidade durante enchentes no Rio Grande do Sul, atuando como ministro destacado para reconstrução. Mesmo assim, mantém apenas 9% das intenções de voto para o Senado.
Gleisi Hoffmann (PT)
Ex-ministra de Relações Institucionais não aparece entre os favoritos no Paraná. Em cenários variados, fica com 10% a 11% das intenções, além de enfrentar alta rejeição estadual (em torno de 58%).
Guilherme Derrite (PP)
Ex-secretário de Segurança Pública e alvo de expectativas altas, Derrite oscila entre 5% e 8% e figura entre as últimas posições. Além disso, opera atrás de nomes apoiados pelo governo Lula.
Sandro Alex (PSD)
Ex-secretário de Infraestrutura do Paraná, Alex registra cerca de 5% das intenções de voto, ainda fora do jogo no cenário de primeiro turno. O governador Ratinho Jr. mantém alta aprovação, mas não impulsiona a candidatura de Alex.
Douglas Ruas (PL)
No Rio de Janeiro, Ruas alcança no máximo 11% no primeiro turno para o governo. No segundo turno, a diferença para o principal adversário é expressiva, com cenário indicando vantagem para o candidato rival.
Celso Sabino (PDT)
Ex-ministro atuante no governo, Sabino aparece com apenas 6% de intenção de voto ao Senado pelo Pará, ocupando a quarta posição. A participação não surge como diferencial, mesmo após rompimento com antigo partido.
Fonte e contexto
A Genial/Quaest reforça que a leitura se baseia em cenários de simulações com candidatos a governos estaduais e ao Senado em dez estados relevantes. Os dados refletem a percepção dos eleitores nesse momento da campanha, não configurando projeção final.
Observação final
Os cenários apresentados não representam resultado definitivo das urnas. Os números podem variar conforme avanços da campanha, estratégias de atuação e eventuais mudanças institucionais ao longo dos próximos meses.
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