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Ex-advogado de Paulo Henrique Costa afirma não fazer delação premiada

Ex-advogado de Paulo Henrique Costa afirma não realizar delação premiada, em meio à troca de defesa que acompanha o caso do BRB

O advogado criminalista Cleber Lopes é o entrevistado do CB.Poder Especial. Na bancada, Ana Maria Campos e Denise Rothenburg - (crédito: Ed Alves/CB/D.A Press)
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  • Cleber Lopes, ex-advogado de Paulo Henrique Costa, afirmou que não atua mais no caso e que não faz delação premiada no Brasil.
  • Lopes soube da mudança de defesa pelo cunhado de Paulo Henrique, momentos antes de conversar com o ex-presidente na prisão.
  • Paulo Henrique Costa está detido no Complexo Penitenciário da Papuda desde 16 de abril, após prisão preventiva na quarta etapa da Operação Compliance Zero, e passou a negociar uma delação premiada.
  • O advogado disse que, mesmo após a prisão, respeita a decisão de Costa de trocar de advogado e não confirmou se a troca houve por causa da delação.
  • Lopes já havia manifestado, na primeira fase da operação, que não utiliza a delação premiada e reforçou que orienta seus clientes a não recorrer a esse instituto.

Em entrevista ao CB.Poder, parceria entre Correio Braziliense e TV Brasília, o advogado Cleber Lopes afirmou que soube, pelo cunhado do ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa, que não atuaria mais na defesa. Ele relatou ter tomado conhecimento de a família ter avisado sobre a mudança.

Lopes disse ter conversado com Paulo Henrique no presídio. Segundo ele, o ex-advogado disse que respeita a decisão de Costa de trocar de defesa e que o profissional não iria mais atuar no caso. O encontro ocorreu após a prisão do ex-presidente.

Paulo Henrique Costa está detido no Complexo Penitenciário da Papuda desde 16 de abril, quando ocorreu a quarta etapa da Operação Compliance Zero. Após a mudança de defesa, ele passou a considerar a possibilidade de um acordo de delação premiada.

Mudança de defesa

Lopes explicou que não pode afirmar se a troca ocorreu por causa da delação premiada. Ele também comentou que, na primeira fase da operação, já havia informado aos clientes que não utilizaria esse instituto jurídico, por discordar da prática no Brasil. O advogado declarou ainda que não atua em delação premiada.

O profissional afirmou ter tomado conhecimento da decisão de não atuar no caso por meio do cunhado do ex-presidente. A reportagem acompanha os desdobramentos legais e as movimentações processuais envolvendo o BRB.

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