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FDA barrou estudos de vacinas contra covid e herpes-zóster, segundo governo

FDA barrou a publicação de estudos pró-segurança de vacinas contra Covid-19 e herpes-zóster, citando falhas científicas para preservar a integridade do processo

Sede da FDA em White Oak, Maryland 29 de agosto de 2020 REUTERS/Andrew Kelly
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  • A FDA bloqueou a publicação de vários estudos que apoiavam a segurança de vacinas contra a Covid‑19 e o herpes‑zóster, segundo porta‑voz do Department of Health and Human Services.
  • O porta‑voz Andrew Nixon disse que os estudos foram retirados porque as conclusões amplas não eram apoiadas pelos dados, e a FDA busca manter a integridade do processo científico.
  • A ação ocorre em meio a mudanças na política de vacinas, com Kennedy Jr. adotando rumo mais crítico às imunizações e o governo trabalhando para reduzir o financiamento de pesquisas.
  • No ano anterior, o Departamento de Saúde e Serviços Humanos informou que cortaria quase US$ 500 milhões do desenvolvimento de vacinas de mRNA, cancelando 22 projetos da BARDA.
  • A Shingrix, vacina contra herpes‑zóster, é da GSK, enquanto as vacinas contra a Covid‑19 são fabricadas pela Pfizer e pela Moderna.

O FDA bloqueou a publicação de vários estudos que defendem a segurança de vacinas amplamente utilizadas contra a Covid-19 e o herpes-zóster. A justificativa dada foi de que as conclusões apresentadas pelos autores não estavam apoiadas pelos dados.

Segundo Andrew Nixon, porta-voz do Departamento de Saúde e Serviços Humanos, a retirada ocorreu para preservar a integridade do processo científico e garantir que trabalhos ligados à agência atendam aos altos padrões.

A medida ocorre em meio a mudanças na política de vacinas defendidas pelo governo, com críticas às estratégias de imunização e aos financiamentos públicos destinados ao setor. Kennedy Jr. tornou-se uma voz de oposição a parte da agenda atual sobre vacinas.

Em agosto do ano passado, o governo anunciou cortes de quase 500 milhões de dólares no desenvolvimento de vacinas de mRNA, cancelando projetos sob a tutela da Barda, instituição vinculada ao Ministério da Saúde. Os motivos foram descritos como ajustes estratégicos.

Em junho, um painel do CDC, com alinhamento a Kennedy Jr., votou pela remoção do timerosal, conservante à base de mercúrio, das vacinas contra gripe, apesar de evidências de longa data sobre a sua segurança. A decisão gerou debates sobre avaliação de risco.

A farmacêutica britânica GSK comercializa a Shingrix, vacina contra o herpes-zóster, enquanto Pfizer e Moderna lideram a produção de imunizantes contra a Covid-19. As mudanças no cenário regulatório costumam impactar a confiança pública e a linha de atuação das empresas.

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