- Flávio Bolsonaro disse que o Novo Desenrola Brasil, versão atualizada do programa de renegociação, vai “apagar incêndio com copo d’água e criticou a gestão de Lula.
- O Desenrola 2.0 oferece renegociação com descontos e juros de até 1,99% ao mês, para quem ganha até cinco salários mínimos.
- Descontos variam de 30% a 90%, com possibilidade de troca por crédito mais barato; prazo para pedir a renegociação começa hoje e vai durar 90 dias; meta é renegociar até R$ 58 bilhões.
- Trabalhadores podem usar até 20% do saldo do FGTS (ou até R$ 1 mil, o que for maior) para quitar dívidas, com estimativa de até R$ 8,2 bilhões nessa via; programa atende famílias, estudantes, empresas e produtores rurais.
- Será criado um fundo garantidor com recursos públicos entre R$ 5 bilhões e R$ 8 bilhões, mais até R$ 5 bilhões de aporte da União, para respaldar instituições financeiras; quem aderir não poderá apostar em jogos online por um ano.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, criticou nesta terça-feira (5) a versão atualizada do programa Desenrola Brasil, lançada pelo governo na segunda (4). Ele afirmou que a medida é insuficiente para enfrentar o endividamento no país e associou o plano a uma tentativa de resolver o problema de forma rápida e pouco abrangente.
Segundo o congressista, o governo estaria realizando uma “solução mágica” com uso do FGTS para quitar dívidas, o que, na leitura dele, não resolve as causas estruturais. Flávio afirmou ainda que, na visão dele, o Brasil vive a maior carga tributária da história em 2025 e que o programa funciona como Band-Aid diante de um problema gigante.
A Secom da Presidência não se manifestou até a publicação deste texto.
Desenrola 2.0: condições e prazo
O novo Desenrola prevê renegociação de débitos com descontos e a possibilidade de troca por crédito mais barato, com juros de até 1,99% ao mês. Os abatimentos podem variar entre 30% e 90%, dependendo da dívida e do prazo de pagamento. O público-alvo são trabalhadores com renda de até cinco salários mínimos.
O governo informou que o prazo para solicitar a renegociação começa hoje e vai até 90 dias. A expectativa é renegociar até R$ 58 bilhões em dívidas, entre débitos antigos e recentes, alcançando mais de 90% da população elegível.
Estrutura e recursos previstos
Entre as medidas, está a possibilidade de usar até 20% do saldo do FGTS, ou até R$ 1 mil, o que for maior. A projeção é de liberação de até R$ 8,2 bilhões por meio dessa modalidade. O programa será estruturado em quatro frentes: famílias, beneficiários do Fies, empresas e produtores rurais.
Para viabilizar as operações, o governo planeja criar um fundo garantidor com recursos públicos. A ideia é reunir entre R$ 5 bilhões e R$ 8 bilhões, além de um aporte adicional de até R$ 5 bilhões por parte da União, para respaldar as instituições financeiras.
Dados sobre endividamento
O governo destacou que, em março, Serasa apontou 82,8 milhões de consumidores com restrições, o maior patamar da série histórica. Outros levantamentos indicam que a parcela da renda comprometida varia entre 71,9% e 80,5% conforme a região, ainda segundo Serasa. O Banco Central apura a média de 29,7% para fevereiro.
Entre na conversa da comunidade