- Funcionários do Google DeepMind em Londres votaram pela sindicalização, como tentativa de bloquear o uso de seus modelos de IA em contextos militares.
- Os trabalhadores pedem que a empresa reconheça o Communications Workers Union (CWU) e Unite the Union como representantes conjuntas.
- A mobilização começou em fevereiro de dois mil e vinte e cinco, depois que a Alphabet removeu uma promessa de não usar IA para armas e vigilância das diretrizes de ética.
- O grupo argumenta que a sindicalização reforça a pressão para que a empresa cumpra padrões éticos, maior transparência sobre usos dos produtos de IA e eventuais garantias contra demissões provocadas por automação.
- Caso não haja acordo, a carta indica que será buscada uma comissão de arbitragem para compelir o reconhecimento das sindicais.
Os funcionários da DeepMind, braço de pesquisa em IA do Google, em Londres, votaram pela sindicalização como forma de impedir que a tecnologia seja utilizada em contextos militares. A demanda contempla o reconhecimento das entidades CWU (Communication Workers Union) e Unite the Union como representantes formais da equipe no laboratório.
O movimento teve início em fevereiro de 2025, após a Alphabet, controladora do Google, remover de suas diretrizes éticas o compromisso de não empregar IA em armas ou vigilância. Um funcionário pediu anonimato para falar sobre o impacto direto nas práticas de desenvolvimento.
Na carta dirigida à diretora-geral do Google no Reino Unido e Irlanda, Debbie Weinstein, os trabalhadores pedem transparência sobre o uso das tecnologias, bem como maior fiscalização externa de como os produtos são aplicados. A ação visa garantir padrões éticos e alinhamento com a política interna de IA responsável.
A sindicalização é retratada por representantes sindicais como um meio de pressionar a gestão a adotar diretrizes claras sobre cooperação com militares, monetização da IA e decisões estratégicas envolvendo parceiros governamentais. O objetivo é fortalecer a posição dos trabalhadores frente a decisões de alto nível.
Segundo relatos, a mobilização também envolve a possibilidade de exigir maior transparência sobre contratos com o arsenal militar de Israel e com outras forças, além de buscar garantias sobre impactos de automação, como demissões, no quadro de funcionários. Fontes próximas ao movimento indicam que as negociações devem ocorrer por meio de arbitragem caso não haja reconhecimento formal.
Em paralelo, o setor tem visto outras grandes players da tecnologia aumentarem as operações em Londres. A CWU entende que o movimento no DeepMind pode estimular ações semelhantes em laboratórios de IA que expandem a atuação na capital britânica.
Mesmo sem resposta imediata da empresa, há expectativa de que o reconhecimento formal da representação sindical possa levar a acordos sobre governança de uso de IA, acompanhamento ético de projetos e maior participação dos trabalhadores em decisões estratégicas. A situação acompanha debates globais sobre aplicações militares de IA em grandes empresas de tecnologia.
Entre na conversa da comunidade