- Gleisi Hoffmann afirmou que o governo não pode conviver com “inimigo dentro de casa” ao comentar a atuação de Davi Alcolumbre.
- Ela mencionou a derrubada da indicação de Jorge Messias ao STF e o veto de Lula a projeto de dosimetria, qualificando a derrubada do veto como vergonhosa.
- A deputada disse que Alcolumbre foi correto na maioria dos casos e que, se o comportamento continuar, ele deixará de ser aliado e poderá estar em outro palanque.
- Defendeu cautela em alianças: há necessidade de acordos com o centrão, mas sem incluir atores que possam enfraquecer o governo.
- Ressaltou responsabilidade histórica para impedir a volta da extrema-direita; avaliou com simpatia uma eventual indicação feminina ao STF, cabendo ao presidente a decisão.
Gleisi Hoffmann (PT-PR) afirmou que o governo não pode conviver com um inimigo dentro de casa ao falar sobre o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). A crítica vem após mudanças na postura do parlamentar em votações recentes.
A deputada participou de articulações que derrubaram a indicação de Jorge Messias para o STF na quarta-feira, e, no dia seguinte, acompanharam a derrubada do veto do presidente Lula ao projeto da dosimetria, ligado a penas de condenados por golpe de Estado.
Em entrevista à GloboNews, Gleisi classificou como vergonhosa a derrubada do veto e destacou que houve uma reversão de posição na tramitação de matérias, com impacto direto no cenário político.
Sobre a relação com Alcolumbre, a deputada disse que o presidente foi correto em boa parte das votações e que o governo também teve acertos com ele na tramitação. Afirmou, contudo, que o governo precisa demarcar seu campo diante de um eventual jogo eleitoral.
Gleisi reiterou a necessidade de cautela em alianças, defendendo acordos com o centro apenas com parceiros que estejam alinhados ao palanque do presidente e sem aliados que enfraqueçam o governo.
A parlamentar reforçou a responsabilidade histórica de evitar o retorno da extrema-direita ao poder e criticou o governo de Jair Bolsonaro como um período de retrocessos. Questionada sobre uma eventual indicação feminina ao STF, disse ver a ideia com simpatia, mas ressaltou que a decisão cabe ao presidente.
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