- Cinco grandes editoras — Hachette, Macmillan, McGraw Hill, Elsevier e Cengage — e o romancista Scott Turow ingressaram com ação coletiva contra Meta e Mark Zuckerberg, no Distrito Sul de Nova York, por violação de direitos autorais.
- Os autores afirmam que a IA da Meta, o modelo Llama, foi treinada com milhões de obras protegidas e que avisos de direitos autorais teriam sido removidos.
- A ação sustenta que engenheiros usaram cópias não licenciadas obtidas por meio de sites de pirataria, como Anna’s Archive, LibGen e Sci-Hub, com suposta autorização direta de Zuckerberg.
- Autores citados na denúncia incluem V. E. Schwab, N. K. Jemisin, Lemony Snicket e Turow; a denúncia cita exemplos de reprodução de conteúdo pela IA.
- Pedem a destruição das cópias ilegalmente adquiridas usadas no treinamento e que a Meta cesse as atividades questionadas, além de outras medidas que o tribunal julgar apropriadas.
Cinco editoras — Hachette, Macmillan, McGraw Hill, Elsevier e Cengage — mais o romancista Scott Turow entraram com ação coletiva contra Meta e Mark Zuckerberg. A acusação sustenta uso ilegal de obras para treinar a IA Llama e afirma remoção de avisos de direitos autorais.
Segundo os autores, engenheiros da Meta teriam acessado livros e artigos pirateados, usando cópias não licenciadas obtidas em sites de pirataria. A petição aponta que Zuckerberg teria autorizado a violação de forma direta.
A ação foi protocolada na manhã de terça-feira (5) no Tribunal Distrital do Distrito Sul de Nova York, nos Estados Unidos, e solicita destruição de cópias ilegais usadas no treinamento.
Detalhes do processo
A denúncia cita autores como V. E. Schwab, N. K. Jemisin, Lemony Snicket e Turow, cujas obras teriam sido usadas para treinar o Llama. Afirma ainda que o próprio Llama reproduz estilos específicos de escrita.
A ação descreve situações em que o Llama, ao receber pedidos, imita vozes e estilos de determinados autores, incluindo trechos que lembram a obra de Becky Lomax e de Turow, com respostas que sugerem ter acesso a versões digitais dos livros.
Os autores argumentam que o treinamento com esse material pode gerar cópias e imitações que competiriam com obras originais, prejudicando editoreas e autores. O processo busca medidas para evitar danos futuros.
Reações e contexto
Turow classificou o uso de obras pirateadas como comportamento prejudicial e injusto, ressaltando que isso pode produzir conteúdo concorrente. A ação cita possíveis impactos no mercado de books, com leituras altamente parecidas vendidas como se fossem originais.
Em junho de 2025, um juiz já decidiu contra a Meta, considerando insuficientes as provas de diluição de mercado. A nova ação busca, entre outras coisas, a destruição de cópias usadas no treinamento e a interrupção de atividades consideradas ilegais.
A Associação de Editores Americanos comenta que o cenário de IA precisa de proteção aos autores e ao ecossistema editorial. A entidade afirma que os danos já são perceptíveis e que medidas legais devem equilibrar inovação e direitos autorais.
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