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Manifestantes pressionam Portland a investigar empresa de drones ligada a Israel

Ativistas de Portland pressionam a prefeitura para investigar empresa de IA que, segundo documentos, fornece software de reconhecimento de alvos a drones da militar israelense via Elbit Systems

Cargo documents appear to show Sightline has shipped its technology to Elbit Systems, an Israeli arms manufacturer that provides drones to the country’s military.
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  • Ativistas anti-guerra em Portland pressionam a prefeitura para investigar se recursos locais apoiam uma empresa que fornece IA para drones usados pela militar israelense.
  • Documentos de carga indicam envio de componentes de IA da Sightline Intelligence à Elbit Systems, fabricante de drones, em Karmiel, Israel, em várias datas desde 2024 (28 de dezembro de 2024; 14 de março de 2025; 4 de setembro de 2025; 20 de outubro de 2025).
  • A Elbit responde por cerca de oitenta e cinco por cento dos drones usados pelo exército de Israel, que também utiliza esses aparelhos em operações de vigilância e ataques.
  • Em 2024, quase metade dos membros da prefeitura de Portland assinou um compromisso simbólico para investigar a fabricação e o transporte de armas no município.
  • A Sightline afirmou cumprir leis e não comentar relações com clientes específicos; a prefeitura e autoridades locais estudam potenciais medidas para evitar cooperação com atividades associadas a violações de direitos humanos.

Protestos em Portland pressionam investigação de empresa que parece fornecer tecnologia de IA para drones usados pela defesa de Israel. Ativistas antaguerra convidam autoridades municipais a verificar se recursos, benefícios fiscais ou investimentos locais financiam a Sightline Intelligence, sediada na cidade. A denúncia envolve supostos envios de tecnologia para a Elbit Systems, fabricante de drones israelense.

A Sightline fabrica tecnologia de vídeo com IA para interpretar movimentos de alvos e decidir ações com base no nível de ameaça. Documentos de carga apontam para envios à Elbit em Karmiel, Israel, desde 2024, segundo análise de Movement Research Unit, grupo de pesquisa voluntário com sede em Londres. A soma total das remessas não foi detalhada.

Portland tem, no passado, um pacto simbólico de investigar a fabricação e o transporte de armas para Israel dentro da cidade. Algumas autoridades locais já sinalizaram disposição para aprofundar a análise, caso haja indícios mais contundentes. O objetivo é avaliar impactos locais de qualquer relação com a Sightline.

O grupo de ativistas destaca possíveis impactos de políticas de compra pública, licenças e financiamentos locais que apoiem a empresa. Olivia Katbi, organizadora, afirma que leis internacionais podem sustentar embargos a importações e exportações de tecnologia de armas, incluindo IA aplicada a armamentos.

Makayla Thomas, porta-voz da Sightline, afirmou que a empresa não comenta relações com clientes específicos e que cumpre as leis aplicáveis. Ela ressaltou que a tecnologia tem usos diversos, como busca e resgate, monitoramento de infraestrutura e operações antidrone.

Parábola de contexto mostra que a Elbit detém grande parte do mercado de drones usados pelo Exército israelense. Dados de 2023 indicam que cerca de 85% dos drones israelenses são fabricados pela Elbit, que também exporta para outros países. O que envolve a Sightline permanece em investigação.

Câmara municipal de Portland conta com apoio de parte dos membros para apurar o tema. Tiffany Koyama Lane e Angelita Morillo defendem ampliar controles sobre tecnologia de IA e uso de vias públicas para evitar impactos de direitos humanos. Morillo afirma que ferramentas semelhantes já foram associadas a abusos.

OHSU, hospital da região, negou qualquer relação com a Sightline em relação à filmagem usada no material promocional. A prefeitura de Portland também afirmou que não autorizou o uso de imagens do teleférico da instituição de saúde. O vídeo removido não teve recursos de treinamento da IA segundo a empresa.

A Sightline retirou o clipe educativo após protestos em frente à sua sede na cidade. A empresa sustenta que o material demonstrava capacidades de processamento de vídeo e não reflete parcerias ou cenários de uso específicos. Afirmou ainda que não realiza coleta de dados direcionada.

Ao tratar do tema, a imprensa local enfatiza que a regulação de empresas de IA em território americano é uma pauta em debate. Em outros estados, ações de fechamento de investimentos tiveram impactos em companhias ligadas a atividades militares.

Este texto é uma adaptação do material veiculado por diversas fontes com foco na cobertura independente sobre o tema. A publicação é realizada em parceria com o Portland Mercury.

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