- A associação Movimento Brasil Laico pediu à Procuradoria-Regional Eleitoral do Rio de Janeiro que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) seja inelegível por oito anos, por participação em culto da Assembleia de Deus Vitória em Cristo (Advec) presidido por Silas Malafaia.
- O pedido também mira o presidente da Alerj, Douglas Ruas (PL-RJ), o deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), o ex-governador Cláudio Castro (PL) e o deputado Marcelo Crivella (Republicanos-RJ), buscando responsabilizá-los pela presença no altar e por um café da manhã pré-evento.
- A entidade sustenta que houve articulação antecipada e conteúdo eleitoral claro, citando trecho de Malafaia: “esse é o tempo de eu apoiar o Flávio para presidente” durante o culto.
- A denúncia aponta abuso de poder econômico e de autoridade, bem como a alegação de doação irregular pela cessão de espaço, altar, microfone, tempo litúrgico e credibilidade institucional em favor de pré-candidatos.
- Também há pedido para que redes sociais preservem fotos e vídeos do culto, com coleta futura pela Polícia Federal; a Advec pode enfrentar multa e investigação pela Receita Federal por suposta desvio de finalidade.
A Associação Movimento Brasil Laico pediu à Procuradoria Regional Eleitoral do Rio de Janeiro a inelegibilidade de oito anos para o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) por suposta participação em um culto da Advec, presidido por Silas Malafaia, neste domingo (3). O objetivo é impedir a candidatura dele em 2026.
A representação envolve também o presidente da Alerj, Douglas Ruas (PL-RJ), o deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), o ex-governador Cláudio Castro (PL) e o deputado federal Marcelo Crivella (Republicanos-RJ). A entidade aponta presença ao altar e participação em café da manhã como indícios de articulação pré-eleitoral.
Segundo o documento, haja invocação a apoio a Flávio para presidente durante o culto, com discurso político-partidário que, na visão da associação, configura comício disfarçado de homilia. Também é citado possível abuso de poder econômico e de autoridade, além de possível doação irregular pela cessão de espaço e recursos da igreja a pré-candidatos.
Contexto legal e medidas propostas
A representação solicita que as redes sociais preservem fotos e vídeos do culto para futura coleta pela Polícia Federal. A Advec pode responder a multa e enfrentar investigação pela Receita Federal, caso haja desvio de finalidade de imunidade tributária de igrejas.
A Gazeta do Povo entrou em contato com os representados. Cláudio Castro afirmou não ver necessidade de responder, por não ocupar cargo público. Os demais não se manifestaram até a última atualização.
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