- A Polícia Federal informou ao STF que o ex-presidente da Alerj Rodrigo Bacellar prometeu repassar R$ 2,9 milhões para financiar campanhas em 2024 de aliados de Thiago Rangel Lim.
- Parte do dinheiro seria usada na campanha da filha de Thiago, Thamires Rangel, eleita vereadora de Campos dos Goytacazes aos 18 anos em 2024.
- Thamires, aos 19, chegou a assumir a subsecretaria de Ambiente e Sustentabilidade do Rio, cargo que deixou recentemente.
- A PF aponta ligação entre Bacellar e Thiago Rangel, suspeito de chefiar esquema de direcionamento de obras e desvio de recursos; investigação envolve caixa dois.
- Planilha encontrada no computador de Bacellar, intitulada “PEDIDOS EM 12-04-23”, cita cargos de Thiago Rangel em Detran, Alerj e IPEM/RJ; Alerj afirma colaborar com as investigações.
A Polícia Federal afirmou ao STF que o ex-presidente da Alerj Rodrigo Bacellar prometeu repassar R$ 2,9 milhões para financiar a campanha em 2024 de aliados do deputado Thiago Rangel Lim, preso nesta terça-feira (5). O dinheiro seria usado no planejamento de campanhas no Rio de Janeiro.
Parte dos recursos, segundo a PF, seria destinada à filha de Thiago Rangel, Thamires Rangel, eleita vereadora de Campos dos Goytacazes aos 18 anos, ainda no ensino médio. Ela terminou assumindo o cargo de subsecretária de Ambiente e Sustentabilidade na gestão anterior.
Thamires tornou-se, em 2024, a vereadora mais jovem do país. Ela foi nomeada na gestão anterior e deixou o cargo recentemente, após o governador em exercício exonerar mais de 1.500 servidores do governo.
A PF sustenta que a promessa de repasse evidencia vínculo entre Bacellar e Thiago Rangel, suspeito de chefiar possível esquema de direcionamento de obras em escolas para desvio de recursos públicos.
A investigação teve início com a apreensão de um computador do gabinete de Bacellar, durante fases da Operação Unha e Carne. Entre os documentos localizados está uma planilha chamada “PEDIDOS EM 12-04-23”.
A planilha lista deputados estaduais e campos como “o que tem” e “o que está pedindo”, segundo a PF. A corporação aponta esse material como indicativo de ocupação de cargos estratégicos em órgãos estaduais.
A PF afirma que os dados sugerem desvio de recursos por meio de obras em escolas e possível lavagem de dinheiro associada a postos de combustíveis. A investigação inclui a Operação Postos de Midas e envolve várias apurações.
A defesa de Bacellar e de Thiago Rangel deve apresentar seus argumentos. A Alerj informou que está à disposição das instituições para colaborar com as investigações e reforçou seu compromisso com a transparência.
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