- A PF encontrou mensagens com referências a violência no celular do deputado estadual Thiago Rangel (Avante), preso na quarta fase da Operação Unha e Carne, que investiga desvios em contratos da Secretaria de Educação do Rio de Janeiro.
- Os diálogos, interceptados com autorização judicial, foram usados na decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF, que autorizou a operação.
- Em 2021, Rangel sugeriu mandar uma “surpresa” a um homem que o criticou nas redes; a mensagem mencionava “12 tiros no portão”.
- Em 2022, houve outra mensagem violenta discutindo um ataque a uma pessoa não identificada.
- A PF também localizou uma foto de maços de dinheiro no celular do deputado, enviada por um aliado com a anotação “Guardado”; a defesa nega ilícitos e afirma que esclarecerá os fatos durante a investigação.
A Polícia Federal prendeu nesta terça-feira o deputado estadual Thiago Rangel (Avante) durante a quarta fase da Operação Unha e Carne, que apura desvios em contratos da Secretaria de Educação do Rio de Janeiro. Em relato parcial da investigação, foram encontradas mensagens com menções a violência no celular do parlamentar. As apurações acompanham interceptações autorizadas judicialmente.
A PF também identificou diálogos entre Rangel e investigados sobre possíveis ataques a pessoas que o criticaram nas redes. Segundo a decisão do STF que autorizou a operação, houve troca de mensagens no WhatsApp em 2021 e 2022 demonstrando orientação para agressões.
A apreensão inclui ainda uma imagem de dinheiro no celular de Thiago Rangel. No material, Luis Fernando Passos disse ter um contrato assinado e enviou cédulas em espécie ao deputado, com a mensagem Guardado, em setembro de 2024.
Mensagens de violência e investigações
A defesa do parlamentar negou qualquer prática ilícita e afirmou que prestará esclarecimentos durante o andamento da investigação. Os advogados ressaltam que não cabe conclusão antecipada antes da análise integral dos elementos.
Diário de operações e próximos passos
A PF continua com diligências para verificar o papel de Rangel e dos demais suspeitos no suposto esquema de compras para a rede estadual. As informações oficiais vão subsidiar eventuais medidas judiciais e o andamento do caso.
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