- A Polícia Federal prendeu, nesta terça-feira, o deputado estadual Thiago Rangel (Avante) no Rio de Janeiro, em operação ligada à lavagem de dinheiro por meio de uma rede de postos de gasolina.
- A decisão de Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, baseia-se em investigação que começou com perícia de computador no gabinete do ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, Rodrigo Bacellar.
- O documento aponta a existência de uma organização criminosa liderada por Rangel para manipular procedimentos de aquisição de bens e serviços pela Câmara de Vereadores de Campos dos Goytacazes.
- O esquema desviou recursos dos cofres da Empresa Pública de Habitação do Município entre 2021 e 2022, utilizando laranjas e testa de ferro para a lavagem de dinheiro.
- Moraes autorizou a prisão preventiva de sete envolvidos, determinações de busca e apreensão no endereço do parlamentar e o afastamento dele das funções públicas; a defesa não havia respondido até o momento.
A Polícia Federal aponta que o deputado estadual Thiago Rangel, do Avante, foi preso nesta terça-feira (5) no Rio de Janeiro. Ele é acusado de integrar um esquema criminoso que lavava dinheiro por meio de uma rede de postos de gasolina. A prisão foi determinada no âmbito de uma operação em curso.
A investigação teve início a partir da perícia de computador realizada no gabinete do ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, Rodrigo Bacellar. O documento afirma que houve uma organização criminosa liderada por Rangel com o objetivo de manipular procedimentos de aquisição pela Câmara de Vereadores de Campos dos Goytacazes.
Segundo o relatório, o grupo desviava recursos para beneficiar a organização instalada em órgãos municipais e utilizava uma rede de postos de combustíveis para lavar o dinheiro obtido de maneira irregular. Laranjas e testas de ferro também são citados como integrantes do esquema.
Os investigadores apontam ainda que o grupo desviou valores dos cofres da Empresa Pública de Habitação do Município de Campos dos Goytacazes, entre 2021 e 2022, e chegavam a realizar ameaças violentas a adversários políticos conforme registros de conversas apreendidos.
Medidas judiciais
Moraes autorizou a prisão preventiva de sete envolvidos, além de ordens de busca e apreensão nos endereços ligados ao esquema. Também foi determinado o afastamento de Thiago Rangel de suas funções públicas durante a apuração.
A defesa do deputado foi contactada pela imprensa, mas ainda não houve resposta. A Polícia Federal continua trabalhando para esclarecer as identificações de envolvidos e demais etapas da operação.
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