- A Polícia Federal prendeu nesta terça-feira o deputado estadual Thiago Rangel, na quarta fase da Operação Unha e Carne, no Rio de Janeiro.
- A investigação apura suposto esquema de fraudes em contratos públicos da educação, com desvio de recursos, lavagem de dinheiro e uso de laranjas.
- Ao todo são sete prisões e vinte e três mandados de busca e apreensão em cidades como Rio de Janeiro, Campos dos Goytacazes, Miracema e Bom Jesus do Itabapoana; as ordens foram expedidas pelo Supremo Tribunal Federal.
- Conforme apurações, valores teriam sido desviados entre 2021 e 2022 da Empresa Pública de Habitação de Campos dos Goytacazes, com possível movimentação via rede de postos de combustíveis.
- Alerj e Secretaria de Educação comunicaram cooperação e medidas administrativas; a defesa do deputado afirmou surpresa e nega irregularidades, aguardando esclarecimentos.
A Polícia Federal prendeu nesta terça-feira, no Rio de Janeiro, o deputado estadual Thiago Rangel. A prisão ocorreu na fase quatro da Operação Unha e Carne, que investiga suposto esquema de fraudes em contratos da área de educação.
Ao todo, são sete mandados de prisão e 23 de busca e apreensão em municípios fluminenses, expedidos pelo STF. Além de organização criminosa, investigadores citam peculato, fraude à licitação e lavagem de dinheiro.
Segundo apurações, o parlamentar integraria uma rede destinada ao desvio de recursos públicos, com ocultação de valores por meio de uma rede de postos de combustíveis. Há uso de laranjas para movimentação de recursos.
A PF aponta que parte do esquema desviou recursos da Empresa Pública de Habitação de Campos dos Goytacazes entre 2021 e 2022. Conversas levantadas sugerem ameaças a adversários políticos por integrantes do grupo.
Ministro do STF autorizou a prisão preventiva dos envolvidos e o afastamento do deputado de suas funções durante o andamento do processo. As investigações seguem para esclarecer responsabilidades.
A Assembleia Legislativa do Rio informou que coopera com as autoridades e mantém compromisso com transparência. A Secretaria Estadual de Educação disse revisar contratos de obras e serviços, com limite de manutenção fixado em R$ 130 mil.
A defesa de Thiago Rangel afirmou ter recebido a operação com surpresa e negou irregularidades. Em nota, o deputado afirma que não houve prática ilícita e que prestará os esclarecimentos necessários.
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