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Presidente do TST cortará salário de juiz que faltar a palestra remunerada

Presidente do TST anuncia desconto salarial a magistrados por faltas não justificadas em palestras, após debate sobre ética e cursos para advogados no tribunal

Ministro Vieira de Mello Filho. Foto: Secom/TST
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  • O presidente do Tribunal Superior do Trabalho, Luiz Philippe Vieira de Mello Filho, disse que vai descontar faltas não justificadas do salário de ministros que faltarem a atividades remuneradas, como palestras.
  • A declaração veio após repercussões sobre a ideia de juízes “vermelhos e azuis” e sobre cursos pagos que ensinavam advogados a atuar no TST.
  • Vieira de Mello Filho afirmou que não quer proibir palestras, mas regulá-las por meio de um código de conduta e tornar a atuação mais transparente para evitar conflitos de interesse.
  • Ele afirmou que, se houver finalidade apenas acadêmica, não há problema, mas que faltas sem justificativa devem gerar desconto e pretende enviar um ofício aos colegas pedindo clareza.
  • O episódio ocorreu após um embate com o ministro Ives Gandra Filho sobre divisão interna da Corte; o presidente reforçou que não há juízes de cores e que defende a Justiça do Trabalho.

O presidente do Tribunal Superior do Trabalho, Luiz Philippe Vieira de Mello Filho, propõe descontar faltas não justificadas no salário de ministros que se ausentem para palestras remuneradas. A declaração saiu após repercussões sobre falas do magistrado sobre juízes classificados como “vermelhos e azuis”.

A cada entrevista ele ampliou o tema, dizendo que cursos pagos por advogados que atuam no TST merecem regulação por código de conduta. A defesa é pela transparência, para identificar conflitos de interesse em processos que envolvam juízes.

Vieira de Mello Filho afirmou que faltas sem justificativa devem gerar desconto salarial e que pretende encaminhar um ofício pedindo clareza entre os pares. Ele destacou que a finalidade acadêmica é aceitável, desde que haja caráter institucional.

Conflito interno e contexto

O tema ganhou contorno após o episódio com o ministro Ives Gandra Filho, que criticou ataques internos à Justiça do Trabalho. O presidente afirmou que não há ministros de cores, apenas pessoas defendendo a instituição.

Segundo Vieira de Mello Filho, a expressão sobre cores foi usada para defender a Justiça do Trabalho e afastar dúvidas sobre sua integridade. O ministro afirmou que não participa de eventos pagos e defendeu a necessidade de autocrítica institucional.

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