- O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, afirmou que não espera nenhum gesto do governo após a rejeição de Messias para o STF.
- O Senado rejeitou a indicação de Jorge Messias ao STF por 42 votos contrários e 34 favoráveis, sendo a primeira rejeição desse tipo em 132 anos.
- Alcolumbre defendia a indicação de Rodrigo Pacheco para a vaga, e houve oposição ao nome apresentado pelo governo.
- O ministro José Guimarães reuniu-se com Alcolumbre para tentar “virar a página” das derrotas no Parlamento e discutir possíveis novas indicações ao STF e próximos passos com o Senado.
- Messias disse ter enfrentado cinco meses de campanha para desconstruir sua imagem, sem citar nomes, após a derrota.
Davi Alcolumbre, presidente do Senado, disse nesta quinta-feira que não espera nada do governo. A justificativa veio após a rejeição da indicação de Jorge Messias ao STF pela Casa. Alcolumbre ressaltou que não há compromisso a cumprir.
A indicação de Messias foi votada no Senado na quarta-feira anterior e recebeu 42 votos contrários e 34 favoráveis, abaixo dos 41 necessários. Foi a primeira vez, em 132 anos, que o Senado rejeitou um nome para o STF.
Alcolumbre afirmou que preferia ter indicado Rodrigo Pacheco ao cargo. O presidente do Senado criticou a condução do processo e afirmou que o seu objetivo: manter o processo sob a perspectiva de equilíbrio institucional.
Reação e desdobramentos
O governo Lulalega a pedir que se mantenha o diálogo, após a derrota. Secretário de Relações Institucionais, José Guimarães, reuniu-se com Alcolumbre para tentar amenizar a tensão entre Executivo e Legislativo. O encontro ocorreu nesta semana.
Guimarães e Edinho Silva, presidente do PT, sinalizaram a necessidade de “deixar a poeira baixar” e agir com calma. O objetivo é estabilizar as relações e considerar próximos passos para a indicação ao STF.
Messias comentou que enfrentou longo processo de desconstrução de imagem durante a tramitação. Ele não citou nomes, mas chamou de liseira de acusações sem fundamento, mantendo posição de que houve resistência política ao seu nome.
O episódio ocorre em meio a tensões entre Poderes após a votação que derrubou o veto de um projeto de dosimetria. O tema envolve impactos políticos e as relações entre o governo federal e o Senado.
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