- Hole-in-the-Rock Road, a 62 mil em Utah, liga Escalante à margem oeste do lago Powell; é uma estrada de terra usada por moradores e turistas para acessar cânions e platôs.
- A maior parte do trajeto fica sob proteção federal desde 1996, quando o presidente Bill Clinton criou o Monumento Nacional Grand Staircase-Escalante para proteger fósseis de dinossauros e artefatos nativos.
- Interesses comerciais e fazendeiros mórmons do Garfield County não gostaram da proteção federal e defendem mais usos da região, como pastagem, exploração madeireira e outras atividades.
- O Condado de Garfield, com apoio de autoridades estaduais, sustenta que, mesmo a terra sendo administrada pelo Bureau of Land Management (BLM), há um direito histórico para controlar a estrada, sob uma lei anterior à Guerra Civil.
- A medida de reorganizar quem gerencia o terreno ocorre em meio a discussões sobre transferir o Serviço Florestal dos EUA para Utah, o que ampliaria o controle estatal sobre áreas públicas.
A batalha pela Hole-in-the-Rock Road em Utah sinaliza possíveis caminhos para o conhecimento público das terras públicas nos EUA. A administração Trump planeja transferir o Serviço Florestal Americano para Utah, abrindo espaço para maior controle estadual e uso pela indústria. A estrada de terra liga Escalante à margem oeste do Lago Powell e é marcada por condições de costelas de asno que elevam o tempo de viagem.
Desde 1996, grande parte do trajeto fica sob proteção federal, quando o Presidente Bill Clinton criou o Monumento Nacional Grand Staircase-Escalante para preservar fósseis de dinossauros e artefatos nativos. A medida gerou resistência de moradores, empresários e famílias de rancheiros da região, que desejam maior uso público do terreno.
Para Garfield County, há argumentos de que, mesmo com a propriedade sob a gestão do Bureau of Land Management, há uma prerrogativa histórica de controle local sobre a via. A disputa envolve questões de governança entre governo federal, autoridades estaduais e interesses privados.
Leland Pollock, eleito localmente, é uma figura central na discussão. Ele defende ampliar atividades como pastagens, reflorestamento e exploração econômica, sustentando que a região pertence aos habitantes da área por laços históricos.
A provável realocação para Utah, caso confirmada, pode acentuar o papel de governos locais na gestão de terras protegidas. Observadores veem impactos potenciais nos setores de turismo, mineração e manejo de recursos naturais.
O debate envolve ainda o equilíbrio entre preservação ambiental e uso econômico. Analistas destacam a importância de regras claras para evitar conflito entre interesses públicos e privados ao definir o futuro de áreas como Hole-in-the-Rock Road.
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