- Haddad afirmou, em publicação no X, que Tarcísio de Freitas rejeitou ajuda do governo federal para enfrentar o Comando Vermelho em São Paulo.
- O ex-ministro questionou o que o governador tem feito para conter a chegada do CV e disse que, sozinho, ele não pode agir.
- Segundo Haddad, o erro seria se opor à PEC da Segurança Pública, que integra todas as forças de segurança, pois o crime organizado não pode ser combatido de forma desorganizada.
- Tarcísio já havia chamado a PEC de “grande encenação” em outubro do ano passado.
- Se eleito, Haddad declarou que apoiará no Congresso uma PEC que torne a cooperação entre as instituições a regra na segurança pública, com troca de informações e ações para sufocar financeiramente o crime.
O ex-ministro da Fazenda e pré-candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT), afirmou nesta quarta-feira (6/5) que o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) rejeitou ajuda do governo federal para enfrentar o Comando Vermelho no estado. A declaração foi publicada por Haddad em X.
Segundo o ex-ministro, o desempenho de Tarcísio para conter a atuação do CV em São Paulo é insuficiente e, na visão dele, o governador não pode atuar isoladamente. Haddad criticou a postura do governador em relação à cooperação entre esferas de governo.
Haddad ressaltou que o erro seria rejeitar a ideia de integração das forças de segurança por meio da PEC da Segurança Pública, que visa padronizar a cooperação entre autoridades. O ex-ministro disse que, ao não entender o gesto do presidente Lula, Tarcísio deixou de aproveitar uma oportunidade de cooperação.
O tema já havia sido tratado publicamente pelo governador Tarcísio, em outubro do ano passado, quando se posicionou contra a PEC, chamando-a de grande encenação. O ex-ministro afirmou que, se eleito, apoiará uma PEC que torne a cooperação uma regra na segurança pública.
Para Haddad, caso eleito governador, o apoio à PEC seria imediato junto ao Congresso, com foco na troca de informações entre autoridades. Ele afirmou ainda que a cooperação entre Polícia Federal, Ministério Público Federal e Estadual e a Polícia Civil é essencial para enfrentar o crime, inclusive pela via financeira.
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