- O juiz Roberto Lemos dos Santos Filho enquadrou MC Ryan SP e demais investigados na Operação Narco Fluxo na Lei Antifacção, a pedido da Polícia Federal.
- A decisão de treze páginas sustenta que os alvos integram “organizações criminosas ultraviolentas” associadas ao PCC e ao Comando Vermelho.
- MC Ryan SP, MC Poze do Rodo e Chrys Dias permanecem em prisão provisória por noventa dias.
- A Polícia Federal informou apreensão de uma joia em ouro na residência de MC Ryan SP, gravada com a imagem de um narcotraficante internacional.
- O Ministério Público Federal tem prazo até quarta-feira, 6, para apresentar denúncia no âmbito da Narco Fluxo.
O juiz Roberto Lemos dos Santos Filho, da 5ª Vara Federal de Santos, enquadrou o MC Ryan SP e demais investigados na Operação Narco Fluxo com base na Lei Antifacção. A decisão, de 13 páginas, sustenta que os alvos integrariam organizações criminosas ultraviolentas associadas ao PCC e ao CV, as maiores facções do país, com atuação nacional e internacional.
Na prática, MC Ryan SP, MC Poze do Rodo, Raphael Sousa Oliveira (dono da página Choquei) e Chrys Dias ficaram presos provisoriamente por 90 dias. A custódia começou em 15 de abril, quando a operação prendeu 33 suspeitos sob acusação de lavagem de R$ 1,6 bilhão por meio de rifas e apostas ilegais.
A Polícia Federal informou que, na residência de MC Ryan SP, foi apreendida uma joia em ouro gravada com imagem associada a um narcotraficante internacional, situada no mapa do estado de São Paulo. O relatório aponta indícios de ligações com organizações criminosas de grande porte que atuam no território nacional e em âmbito internacional.
O juiz destacou que a investigação aponta a atuação de uma rede ligada ao crime organizado que envolve governos, empresários e indivíduos de alta renda, com potencial de infiltração em diferentes setores da sociedade e no próprio Estado. A Polícia Civil do Ceará também é citada, após prender, em Fortaleza, um homem conhecido como MC Black da Penha, investigado por promover música que exalta o crime e a organização ultraviolenta, segundo a análise da autoridade policial.
A defesa de MC Ryan não comentou o enquadramento. O Ministério Público Federal pretende se manifestar sobre eventual denúncia dentro do prazo estabelecido. Em audiência, a decisão reforça a necessidade de aplicação isonômica da Lei Antifacção, visando frear o crime organizado em todas as suas frentes, inclusive econômicas.
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