- Lula vai pedir o fim das investigações comerciais contra o Brasil, com a expectativa de encerramento em julho.
- O presidente brasileiro pretende levar ao encontro com Donald Trump o pedido para encerrar a guerra com o Irã, citando impactos econômicos, como alta de combustíveis.
- O encontro entre Lula e Trump está marcado para a quinta-feira, sete, na Casa Branca.
- A cooperação no combate ao crime organizado é tema central, com expectativa de ampliar acordos entre os dois países.
- Ministros preparam pautas sobre exploração de minerais críticos no Brasil, incluindo terras raras, ainda em estágio inicial e dependendo de aprovação parlamentar.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva irá se encontrar com o presidente dos EUA, Donald Trump, na Casa Branca, nesta quinta-feira (7). O encontro, a primeira visita oficial de Lula desde a posse de Trump, abordará questões comerciais, de defesa e de política externa, com foco na relação entre Brasil e Estados Unidos.
O governo brasileiro coloca como prioridade o fim das investigações comerciais em curso nos EUA que podem resultar em novas tarifas contra o Brasil. O objetivo é reduzir não apenas tensões comerciais, mas também o risco econômico para diferentes setores da economia brasileira.
Lula também pretende apresentar aos estadounidenses um pedido para encerrar a guerra entre Brasil e Irã, conforme informou um auxiliar. A preocupação é com impactos econômicos, incluindo elevação de preços de combustíveis.
Contexto econômico e cooperação
Durante a reunião, ministros e assessores devem tratar de uma parceria com os EUA em minerais críticos, ainda em estágio inicial. O Congresso brasileiro precisa aprovar regulamento para exploração de terras raras antes de avanços significativos.
Apesar de distensão recente, as relações tiveram momentos de atrito, com punições e restrições anteriormente impostas pelos EUA. Agora, as conversas buscam confirmar incrementalmente avanços sem acordo formal imediato.
A agenda também inclui cooperação no combate ao crime organizado. O objetivo é ampliar contatos entre as forças policiais de ambos países e evitar a classificação de grupos como terroristas, como o CV e o PCC.
Para demonstrar boa-fé, o governo brasileiro levará dados sobre a parceria aduaneira com os EUA para apreensão de armas e drogas. A Receita Federal informou que, entre maio de 2025 e abril de 2026, foram apreendidas meia tonelada de armas procedentes dos EUA.
Essa apresentação visa mostrar a disposição brasileira de cooperar no enfrentamento do crime organizado sem impactar negativamente a economia, mantendo o equilíbrio entre segurança e comércio.
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