- O ministro José Guimarães, da Secretaria de Relações Institucionais, se reuniu nesta quarta-feira, 6, com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, na residência oficial dele, em Brasília.
- A conversa ocorreu uma semana após a derrota de Jorge Messias na vaga ao Supremo Tribunal Federal, a primeira derrota do governo no Senado desde 1894.
- Guimarães, segundo interlocutores, reafirmou que o governo não acabou e que “é vida que segue”, buscando distensionar a relação com o Senado.
- O objetivo do encontro foi “virar a página” das derrotas recentes e discutir a pauta de interesse de Lula no Congresso, incluindo próximos passos para o STF e a atuação legislativa.
- A Coluna do Estadão aponta que o tema também envolveu a derrubada do veto ao projeto da Dosimetria, que pode abrandar penas de condenados por atos de 8 de janeiro.
O ministro da Secretaria de Relações Institanciais, José Guimarães, reuniu-se nesta quarta-feira, 6, com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre. O encontro ocorreu na residência oficial de Alcolumbre, em Brasília, no início da tarde. A ideia foi buscar distensionar a relação entre o governo Lula e o Senado após derrotas recentes no Congresso.
Guimarães participa de uma série de gestos para reconstruir o diálogo entre o Executivo e o Legislativo. A agenda da reunião foi definida na véspera, a pedido do ministro, com foco em pautas de interesse de Lula no parlamento e na tentativa de sinalizar continuidade do governo.
Segundo interlocutores próximos ao Palácio do Planalto, Guimarães tem repetido que o governo não está encerrado, mesmo após as derrotas. A mensagem é de que é preciso seguir adiante e manter o ritmo de trabalho no Congresso.
Diálogo para distensionar
A reunião, ocorrida após a derrota de Jorge Messias para vaga no Supremo Tribunal Federal, foi vista como iniciativa para “virar a página” das perdas na semana passada. O episódio marcou a primeira indicação barrada pelo Senado desde 1894.
Durante o encontro, o governo foi apontado como buscando reajustar a relação com o Senado e discutir próximos passos para a indicação de eventual novo nome ao STF. Guimarães afirmou, em termos não literais, que não houve tom de rancor e que é natural buscar equilíbrio institucional.
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