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Família de mulher desaparecida aguarda raide em seita britânica por respostas

Após raid policial à seita AROPL no Reino Unido, a família de Lisa Wiese aguarda respostas sobre o seu desaparecimento, há sete anos

Lisa Wiese was a member of the Ahmadi Religion of Peace and Light.
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  • Lisa Wiese, alemã, desapareceu em março de 2019 durante viagem à Índia, era membro da seita Ahmadi Religion of Peace and Light (AROPL) em Crewe, Reino Unido.
  • Em abril, cinqüenta policiais participaram da operação na sede do grupo; doze pessoas foram presas por suspeitas de escravidão moderna, tráfico de pessoas, casamento forçado e estupro; todas liberadas após interrogatórios.
  • A investigação, denominada Operação Decker, mira indivíduos, não o grupo religioso; não há evidências que relacionem o desaparecimento de Lisa à AROPL.
  • O ex-marido de Lisa pediu que a polícia de Cheshire amplie as apurações para investigar o seu desaparecimento; autoridades alemãs e indianas já queriam interrogar o mesmo membro da AROPL.
  • Sete anos depois, a família ainda busca respostas; amigos descrevem Lisa como pessoa carinhosa e extrovertida, enquanto os detalhes do que ocorreu na Índia permanecem sem explicação.

A família de Lisa Wiese aguarda respostas após uma operação policial na sede de uma seita religiosa em Crewe. A investigação, envolve a arrastando de provas sobre o paradeiro da mulher, que desapareceu durante viagem a Kerala, Índia, em março de 2019. A ação policial mobilizou centenas de agentes e é centrada em alegações de crimes graves.

Wiese, alemã, tinha 30 anos quando sumiu na Índia. Ela era membro da Ahmadi Religion of Peace and Light (AROPL), com base em um antigo Orfanato no noroeste da Inglaterra. O último contato foi de um hotel simples na Índia; depois disso, não houve novidades sobre o paradeiro nem sobre o que aconteceu.

Em abril, a operação conduzida pela polícia de Cheshire resultou na prisão de 12 pessoas, suspeitas de crimes como escravidão moderna, tráfico humano, casamento forçado e estupro. Todos os suspeitos foram liberados sob fiança para novas investigações. A ação não envolveu a instituição religiosa como um todo.

A investigação, denominada Operação Decker, aponta para indivíduos ligados à AROPL e não à organização religiosa como um todo. Ela foca em alegações de uma mulher que hoje reside na República da Irlanda. Não há ligação de Wiese com as investigações atuais, conforme a própria AROPL já informou.

O ex-marido de Wiese, AbdelRahman Hashem, afirmou que a operação poderia ampliar as possibilidades de localizar a mãe dos dois filhos. Ele pediu que a polícia de Cheshire amplie o escopo para investigar o desaparecimento de Lisa, citando cooperação já buscada por autoridades alemãs e indianas.

Quem a conhecia descreve Wiese como alguém determinada e de espírito livre. Em 2011, ela converteu-se ao Islam e passou por mudanças de vida, acompanhando o grupo AROPL a diferentes países. Segundo informações, porém, o grupo mantém visão de mundo controversa, misturando doutrina islâmica com teorias da conspiração.

Hashem, que também viveu com Wiese, afirma que o relacionamento terminou em 2017 e que ele não aderiu à seita. Eles tiveram dois filhos, hoje com 11 e 12 anos, que permanecem sob a guarda de ambos os progenitores em diferentes momentos da vida familiar.

A investigação alemã e a indiana permanecem abertas após sete anos. A Complexidade de procedimentos legais transnacionais e atrasos processuais contribuíram para a pouca evolução até o momento. Familiares expressaram cansaço e insistem na busca de respostas definitivas.

Dados da operação e desdobramentos

A polícia de Cheshire informou que a ação não atacou a AROPL como instituição, mas tratou de indivíduos ligados ao grupo. As autoridades ressaltaram que a investigação continua e que novas diligências podem ocorrer conforme surgirem novas evidências.

AbdelRahman afirmou que a notícia da intervenção reacende esperanças entre os filhos, que ainda enfrentam o impacto do caso. Ele mencionou que o tempo passou sem respostas, o que acarreta sofrimento emocional contínuo para a família.

Fontes próximas à apuração destacaram que as informações sobre o paradeiro de Lisa permanecem sem confirmação. A Guarda de Indústrias e a polícia alemã mantêm comunicação com autoridades indianas e britânicas para facilitar possíveis novos interrogatórios.

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